Prefeitos da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar) aprovaram ontem um ato de repúdio contra o secretário de Estado da Segurança Pública, Cândido Manoel Martins de Oliveira, alegando ‘‘insensibilidade e falta de atenção’’ do secretário na resolução de problemas da região. Os prefeitos lembram as mortes do pastor José Idalécio Bueno, de Ibiporã, em março, e o do segurança José Lopes de Oliveira, o Django. A última ocorreu domingo, em Tamarana, durante confronto com sem-terra na fazenda Borborema.
Domingo, depois que soube do confronto, o secretário declarou que faria um trabalho para ‘‘acalmar os ânimos’’ de sem-terra e seguranças envolvidos nos principais conflitos de terra do Estado e iniciaria uma operação de desarmamento. Ele também prometeu visitar áreas de conflito. Em Tamarana, o secretário não apareceu.
Os prefeitos também reclamam da falta de cumprimento às reivindicações dos municípios quando o assunto é pessoal, viaturas e equipamentos. ‘‘A decisão de enviar a carta ao secretário foi unânime, o que demonstra insatisfação geral’’, diz o presidente da Amepar e prefeito de Arapongas, José Bisca (PDT).
A carta deve ser enviada na segunda-feira a Cândido de Oliveira, que foi convidado para participar da reunião da Amepar, mas não compareceu. De acordo com a entidade, ele não mandou representante nem avisou o motivo da ausência.
Em março, os vereadores de Londrina aprovaram, por unanimidade, um requerimento ao governador Jaime Lerner (PDT), pedindo a exoneração do secretário de Segurança. O requerimento, de autoria do vereador Carlos Kita (PTB), alega ‘‘incompetência do secretário na condução da segurança pública do Paranᒒ, relacionando o caso de José Idalécio Bueno. Kita alegou falha do secretário ao não mandar prender os seis policiais acusados da agressão que teria provocado a morte de Bueno, além da ordem dada por ele em não defender o posto rodoviário e a delegacia de Ibiporã, depredados depois de uma passeata que pedia Justiça para o caso.

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