Apesar da base aliada continuar se posicionando contra o governo no plenário da Assembléia Legislativa, o líder do governo, Durval Amaral (PFL), acredita que o Palácio Iguaçu está conseguindo acalmar os ânimos dos rebeldes, que exigem recursos para seus municípios. ‘‘A base de sustentação tem como garantia o enxugamento do máquina, transparência em todo processo de privatização e a certeza de que o governo vai investir os recursos no Paraná Previdência’’, prometeu. O governador Jaime Lerner (PFL) anuncia nos próximos dias um plano social e a extinção de cinco secretarias, além de cargos em comissão e núcleos no interior.
Além das promessas, o Palácio Iguaçu está lançando mão de ‘‘retaliações’’ na tentativa de recompor a base. A denúncia parte dos próprios deputados. Segundo Augustinho Zucchi (PSDB), os nomes indicados pelos parlamentares rebeldes estão sendo demitidos ou ameaçados de demissão, e os secretários de Estado estariam orientados a não atender os prefeitos das regiões desses parlamentares. ‘‘Estão demitindo delegados nas bases dos deputados que são contra a privatização’’. O deputado Marcos Isfer (ex-PFL) disse que um de seus indicados (um diretor do Porto de Antonina) está sendo ameaçado de demissão. ‘‘Podem demitir amigos meus. Não ligo e continuo contra’’, desabafou Isfer.
Durval Amaral já havia avisado que ‘‘quem não se posicionasse a favor seria excluído da base governista’’. De acordo com ele, os parlamentares têm que arcar com o bônus e o ônus de apoiar o governo. Ele disse que ‘‘os poucos recursos que estão sendo liberados serão levados pelos deputados alinhados com o governo’’. (M.D.)

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