O deputado Moysés Leônidas vai deixar o PDT, partido onde está filiado há sete anos. O motivo é um pedido de expulsão contra ele assinado por Antônio Rogério Lopes Ortega, Joel Garcia e Vinícius Mansano Neto, membros da executiva local. Os três alegam que antes das eleições Leônidas não participou das reuniões na executiva municipal, da qual era presidente. Eles também afirmam o deputado apoiou o candidato Rubens Canizares, do PHS, que não tinha coligação com o PDT. Leônidas também é acusado de contrariar a postura do partido e apoiar o governador Jaime Lerner (PFL), ex-membro do PDT.
‘‘Não fui às reuniões porque não sou o Sine’’, ironizou o deputado, alegando que nas reuniões só ouvia pedidos de empregos dos membros da executiva local. Segundo ele, Ramos e Ortega queriam emprego na administração Belinati. ‘‘Coisa que eu não tinha acesso’’, justificou.
De acordo com o deputado, os três que assinam o pedido de expulsão estão sendo usados pela executiva estadual e já havia sido alertado sobre sua expulsão. ‘‘Eles querem fidelidade mas trabalharam para o Antonio Carlos Belinati. Não vou dar chance de ser expulso pelo baixo clero do partido, eles não têm voto, moral e nem emprego’’, criticou.
Moysés Leônidas afirmou que enfrenta problemas com a Executiva Estadual desde que chegou a Curitiba porque o partido queria que ele atuasse como um crítico ferrenho de Lerner. ‘‘Eles achavam que eu fosse fuzilar o governo, eu assinei todos os pedidos de CPI e não sou aliado do governo, sou aliado do Norte do Paranᒒ, justifica. O deputado disse que já comunicou formalmente sua saída à executiva estadual e pretende integrar um partido de esquerda. Ele disse ainda que já recebeu convites do PPS e do PSB.

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