Ameaça de expulsão divide o partido
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quarta-feira, 06 de junho de 2001
Das AgênciasDe Brasília 
A anunciada ameaça de expulsão de Alvaro e Osmar Dias do PSDB rachou o partido e provocou mais uma crise na coligação governista, além daquela já instalada entre as demais legendas aliadas. A decisão foi transformada pelo novo presidente da legenda, o deputado José Anibal, em questão de honra. Mas foi chamada de desastrada e precipitada por deputados e senadores tucanos.
Até o início da noite de ontem, os bombeiros do PSDB ainda tentavam contornar a crise, convencendo os senadores a retirar o apoio à CPI. Os dois paranaenses estavam irredutíveis. Se concretizada, a saída dos irmãos Dias deve provocar uma sangria no PSDB paranaense. Ontem, os senadores receberam o apoio dos oito deputados federais tucanos do Estado. Além disso, comandam dez deputados estaduais, 97 prefeitos e mais de mil vereadores. Vai ser um desbronco (debandada), avisou Osmar.
Os senadores Geraldo Mello (RN), Lúcio Alcântara (CE) e Luiz Pontes (CE) assumiram a defesa dos paranaenses. Vamos até o fim com o senadores, atestou o deputado Luiz Carlos Hauly (PR), que também ameaça deixar a sigla. Os colegas apontaram ainda a contradição entre a decisão de defenestrar os dois por assinarem a CPI da Corrupção e a de nomear o ex-secretário-geral da Presidência Eduardo Jorge Caldas Pereira envolvido em denúncias de tráfico de influência para o Conselho Fiscal da sigla.
Segundo tucanos do Paraná, Euclides Scalco, um dos coordenadores do ministério do apagão, participou da fritura dos senadores, dos quais é adversário no partido.


