A anunciada ameaça de expulsão de Alvaro e Osmar Dias do PSDB rachou o partido e provocou mais uma crise na coligação governista, além daquela já instalada entre as demais legendas aliadas. A decisão foi transformada pelo novo presidente da legenda, o deputado José Anibal, em questão de honra. Mas foi chamada de ‘‘desastrada’’ e ‘‘precipitada’’ por deputados e senadores tucanos.
Até o início da noite de ontem, os ‘‘bombeiros’’ do PSDB ainda tentavam contornar a crise, convencendo os senadores a retirar o apoio à CPI. Os dois paranaenses estavam irredutíveis. Se concretizada, a saída dos irmãos Dias deve provocar uma sangria no PSDB paranaense. Ontem, os senadores receberam o apoio dos oito deputados federais tucanos do Estado. Além disso, comandam dez deputados estaduais, 97 prefeitos e mais de mil vereadores. ‘‘Vai ser um desbronco (debandada)’’, avisou Osmar.
Os senadores Geraldo Mello (RN), Lúcio Alcântara (CE) e Luiz Pontes (CE) assumiram a defesa dos paranaenses. ‘‘Vamos até o fim com o senadores’’, atestou o deputado Luiz Carlos Hauly (PR), que também ameaça deixar a sigla. Os colegas apontaram ainda a contradição entre a decisão de defenestrar os dois por assinarem a CPI da Corrupção e a de nomear o ex-secretário-geral da Presidência Eduardo Jorge Caldas Pereira – envolvido em denúncias de tráfico de influência – para o Conselho Fiscal da sigla.
Segundo tucanos do Paraná, Euclides Scalco, um dos coordenadores do ‘‘ministério do apagão’’, participou da fritura dos senadores, dos quais é adversário no partido.

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