Ameaça de bomba suspende ato pela paz em Maringá
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2002
Marta Medeiros Equipe da Folha 
Maringá - O evento Luto pela Paz, promovido ontem pela Prefeitura de Maringá, terminou antes do horário previsto por causa de uma denúncia anônima de que uma bomba iria explodir no prédio às 16h30. Caminhões do Corpo de Bombeiros se mobilizaram no estacionamento da prefeitura e alguns policiais fizeram uma varredura em setores, mas nada foi localizado.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o grupamento foi acionado pela produção de uma rede de TV local que teria recebido denúncias anônimas informando sobre uma bomba no prédio da prefeitura. Um dos organizadores do evento também foi avisado pela equipe de televisão sobre o caso.
A denúncia não prejudicou o ato, mas decidimos encerrar um pouco antes para que as pessoas saíssem com calma do auditório, informou o chefe de gabinete, Reginaldo Dias. Não podemos desprezar uma denúncia e por isso estamos aqui, disse um dos oficiais dos Bombeiros.
Para o prefeito de Maringá, José Cláudio Pereira Neto (PT), a ameaça de bomba não passou de uma boataria sem lógica e feita a partir de algum irresponsável. Isso não assustou nem assusta, só causa histeria nas pessoas, disse o prefeito.
Segundo um oficial da PM que não quis se identificar, é possível que a partir de agora as polícias enfrentem denúncias anônimas, principalmente, quando os eventos tiverem a organização do PT. Algumas pessoas são extremamente maldosas e fazem isso para causar pânico na população, disse o oficial.
Mais de 200 pessoas participaram do ato no auditório Hélio Moreira para lamentar a morte do prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel (PT). Líderes políticos, religiosos e dirigentes sindicais protestaram contra a violência e a impunidade. Para José Cláudio, a ação do crime organizado é tão eficiente que até agora a polícia não conseguiu nada de concreto nas investigações sobre a morte de Celso Daniel e do Toninho do PT (prefeito de Campinas, assassinado em setembro).
O prefeito disse que o partido no Paraná ainda não chegou a um acordo sobre o esquema de segurança que será dispensado para as lideranças. Nem o Nedson (Micheleti, prefeito petista de Londrina) aceita conversar sobre isso, disse José Cláudio.


