Agência Estado
De Maceió
Duas ameaças de bomba anteontem à noite alteraram os trabalhos da CPI do Narcotráfico em Maceió. Uma pessoa ligou para o porteiro do Jatiúca Resort, hotel onde estão hospedados os parlamentares, e ofereceu R$ 30 mil ao porteiro para colocar uma ‘‘caixa’’ no quarto do deputado Robson Tuma (PFL-SP), que está coordenando os trabalhos. Logo que recebeu a denúncia, por volta da meia-noite, o porteiro chamou a polícia.
A Polícia Federal iniciou imediatamente uma varredura no andar onde estão os apartamentos dos parlamentares. Antes disso, a CPI, que ainda estava colhendo depoimentos no prédio da Procuradoria de Justiça, recebeu a informação de que tinha sido colocada uma bomba no auditório. A Polícia Federal fez varredura durante toda a noite no auditório, onde continuam os trabalhos ontem.
A onda de ameaças em Alagoas começou no momento em que a CPI recebeu informações de que o legista Badan Palhares recebeu R$ 400 mil para forjar o laudo da morte de Paulo César Farias e da suposta trama armada pelo deputado Augusto Farias (PPB-AL) para tentar matar o legista Georges Sanguinetti.
Em Pimenteiras (RO), na fronteira com a Bolívia, a PF prendeu 11 suspeitos pela morte do agente federal Roberto Simões de Mentzigen. Agora são 14 os presos acusados de matar Simões e deixar feridos os agentes Adilson Alves Vieira e Noé Pio de Lacerda Júnior, que participavam de uma operação de combate ao tráfico. Simões foi morto há uma semana.

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