Candidata a vereadora pelo PMDB, a vendedora ambulante Erika Amorin de Luna, de 37 anos, de Maringá, registrou em cartório todas as propostas que pretende levar para a Câmara. Ela diz que todo projeto de campanha e de legislação, se eleita, está baseado nas próprias experiências. ‘‘Tenho apenas o 1º grau incompleto, mas outros candidatos já começam a copiar minhas idéias’’, diz.
Separada do marido há 15 anos e com três filhos, Erika viu na falta de ‘‘respeito e sensibilidade’’ dos políticos e funcionários públicos uma razão para ser vereadora. ‘‘Quero ajudar os pobres começando pelo respeito a eles’’, avisa. Ela conta que é vendedora há 25 anos e já trabalhou com todo tipo de mercadoria, de amendoim a roupas e calçados. Quando se separou do marido estava grávida do terceiro filho, hoje com 14 anos. Sem dinheiro e sem pensão, a única alternativa foi se virar. Desesperada com a situação, chegou a procurar um lar de menores de Curitiba, para deixar os filhos. ‘‘Lá eu conheci o (Roberto) Requião, que era governador, e comecei a amadurecer a idéia de ser política’’, lembra.
Por alguns anos, a vendedora ainda passou necessidade, mas não teve coragem de deixar os filhos. ‘‘Foi quando me decidi entrar para a vida pública.’’ Erika conta que era obrigada a procurar ajuda em órgãos públicos, onde sempre era maltratada. ‘‘Uma vez, um funcionário público me falou que eu não pagava imposto e não podia estar reclamando tanto.’’
A campanha de Erika vai ser na base da caminhada e da conversa com o eleitor. Ela diz que ainda não tem idéia de quanto vai gastar. ‘‘O partido me passou alguns santinhos que eu estou distribuindo junto com um carta com as minhas propostas.’’

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