'Ambiente ruim' prejudica o Senado
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segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Rosa Costa e Ana Paula Scinocca<br>Agência Estado 
Brasília - Primeiro vice-presidente do Senado, Tião Viana atribuiu ontem a crise que se arrasta há quase quatro meses e o ''ambiente muito ruim'', existente na Casa, à insistência de Renan Calheiros (PMDB-AL) em se manter na presidência. O resultado - segundo ele - é que, além de está com a pauta paralisada, os parlamentares se vêem às voltas com o que chamou de ''guerra interpessoal'', patrocinada pela suposição de que existiriam dossiês contra cada um deles.
''Há um desalento muito grande nos partidos'', reconheceu. ''Isso tudo é ruim para Renan, é ruim para qualquer senador, deveríamos adotar um movimento para que a casa possa retomar a votação de matérias'', alegou. Tião afirmou que, da sua parte, nada tem a temer.
O senador rebateu informações de que haveria um acordo para Renan deixar a presidência. Segundo ele, se alguém tentou fechar esta saída, ''não foi com ele, esqueceram de conversar com Renan''. ''Acho que ele tem o legítimo direito de continuar brigando, não tenho ilusão de que existe um acordo pactuado para que ele se afaste''. Na sua opinião, a situação só deve mudar após a votação das três representações contra Renan, por quebra de decoro parlamentar.
Os senadores Aloizio Mercadante (SP) e Serys Slhessarenko (MT), ambos do PT, negaram serem alvos dessa ''guerra interpessoal''. ''Em nenhum momento eu pedi ou ele me ofereceu qualquer ajuda, fui absolvida no Conselho de Ética por unanimidade'', rebateu Serys, referindo-se à suspeita de que teria trocado o voto para inocentar Renan pelo apoio recebido dele quando foi acusada de envolvimento na Máfia dos Sanguessugas.


