Na área do meio ambiente, a preocupação está fora da área urbana de Maringá. O presidente da Associação de Defesa e Educação Ambiental de Maringá (Adeam), Alberto Contar, diz que apesar da necessidade de melhor manutenção das reservas florestais e da arborização, a prioridade é repor as matas devastadas no campo. ‘‘Sempre falo que Maringá é um oásis em meio a um deserto, tamanho a devastação na zona rural’’, diz. Contar lembra que está processando centenas de agricultores que não preservam o limite imposto pela lei, mas afirma que precisa de apoio do poder público.
O futuro prefeito, para o ambientalista, poderia ‘‘esquecer’’ o verde urbano para obrigar a reposição do mínimo na zona rural. ‘‘Não se trata de uma questão estética, mas econômica’’, diz. Sem a mata no campo, o caminho é a desertificação. Contar lembra ainda que a terra não tem dono e por isso deve ser preservada para as gerações futuras. ‘‘A devastação pode ser medida pela quantidade de pombas do mato na área urbana de Maringᒒ, compara. Enquanto a cidade tem uma média de 4,7 metros quadrados de área verde por habitante, no campo a cobertura florestal não chega a 5%.
Na área de segurança, o Conselho Comunitário espera a manutenção das condições atuais. O presidente da entidade, o advogado Eloi Silva, disse que nos últimos meses a iniciativa privada reformou 14 viaturas da Polícia Civil e a Acim doou rádios e bicicletas para a Polícia Militar. ‘‘Não vamos aceitar imposições do município’’, adianta Silva, se referindo a uma proposta de Dr. Batista, de ‘‘dinamizar’’ as atividades do conselho.
‘‘O conselho é formado por representantes de entidades e tem dado resultados. Tanto que na área de segurança Maringá é exemplo para o resto do Estado’’, diz. Nos últimos quatro anos a média foi de quatro homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes. (M.Z.)

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