AMB divulga nova lista de fichas sujas
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Moacir Assunção<BR>Agência Estado 
São Paulo - A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) começou a divulgar ontem em seu site (www.amb.com.br) a relação dos processos judiciais de 61 candidatos a prefeituras de cidades com população entre 100 mil e 200 mil eleitores. São os chamados ''ficha suja''. Ao todo, a entidade analisou 667 postulantes a prefeito e vice de 79 municípios (84 cidades têm esse eleitorado, mas nem todas forneceram dados).
Esta é a terceira e última lista com ''ficha suja'': a primeira revelou processos de candidatos das capitais e a segunda, de cidades com mais de 200 mil eleitores.
O candidato a prefeito de Divinópolis (MG) pelo PMDB, Galileu Teixeira Machado, é o campeão em processos de improbidade administrativa e crimes contra a administração pública, com 12 denúncias do Ministério Público. Seu adversário, Marcos Vinícius Alves (PSC), responde a um processo.
Procurado, Machado não foi localizado para comentar o assunto. Ele chegou a ter a candidatura impugnada, mas o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) mineiro aceitou recurso.
Ainda em Minas, a cidade de Contagem tem dois candidatos - Paulo Augusto Pinto de Mattos (PTB) e Ademir Lucas Gomes (PSDB) - com oito e sete processos, respectivamente. Mattos afirmou que até hoje não perdeu nenhuma ação. ''Das oito, somente duas estão ativas e não tenho dúvida de que serei absolvido.'' Gomes não foi localizado.
Entre os listados, há políticos de praticamente todos os partidos. Alguns têm expressão nacional, como o ex-ministro dos Transportes do governo Lula Anderson Adauto (PMDB), que concorre à Prefeitura em Uberaba, e a ex-governadora do Rio, Rosinha Matheus (PMDB), candidata em Campos (RJ). Eles também não foram encontrados para comentar.
Responsável pela pesquisa, o diretor-geral da AMB, juiz Paulo Henrique Machado, disse que a entidade não teme contestações por parte dos candidatos e se propõe a corrigir a lista, se houver erro.
''Fizemos uma pesquisa inicial nos sites do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos tribunais regionais. Em alguns casos, contratamos advogados para levantar in loco os processos, como medida para evitar erros'', explicou.
Na opinião de Machado, em 2010, o próprio TSE vai fazer adotar o procedimento para impedir o registro de candidaturas cujos titulares respondam a processos de improbidade administrativa e crimes contra a administração pública. ''Não tenho dúvida de que isso acontecerá.''


