MANAUS - O governador Amazonino Mendes (PFL), ocupou ontem, nove minutos da programação das duas emissoras de maior audiência, SBT e Globo, para se defender, pela primeira vez aos eleitores, das acusações de compra de votos pró-reeleição, formação de cartel de empreiteiras e o suposto envolvimento do filho, Armando Clovis Mendes, na morte do empresário Samek Marek Rosenski. Amazonino quis deixar claro que as denúncias não abalaram o governo.
‘‘Quero dizer que como governador estou firme e forte. Não vão parar este governo, não vão interceptar este governo’’, disse em tom de discurso político, sem mencionar as gravações dos ex-deputados acreanos e do emrpesário Fernando Bonfim, que declarou ser o testa de ferro do governador na empreiteira Econcel.
A tática de Amazonino no pronunciamento foi a de não especificar aos telespectadores a que denúncias estaria rebatendo, dando a entender que o público sabia dos motivos. Sua primeira aparição na TV aconteceu durante o intervalo do programa ‘‘Domingo Legal’’. Depois, foi nos intervalos do ‘‘Fantástico’’ e ‘‘Topa Tudo por Dinheiro’’. Em cada uma ele falou três minutos.
‘‘Como cidadão e como governador, estou de cabeça erguida. E nada tenho a temer. Como pai, é evidente, quero registrar aqui um pedaço da minha dor e do meu processo de sofrimento e tristeza’’, disse. ‘‘Dessa vez os inimigos foram longe demais, envolvendo membros da minha família. Essa família que você é testemunha, é discreta e tranquila, desde a primeira-dama’’.
No pronunciamento Amazonino falou também dos investimentos do governo, como a construção do porto graneleiro, do asfaltamento da BR-174, e da atração de investimentos para a Zona Franca. E ressaltou que as denúncias são escaladas, porque o Estado fere interesses. Mas terminou o discurso cometendo a contradição. ‘‘Nenhuma acusação ficará sem ser aclarada. Aliás, praticamente não existem, são só suposições e bobagens como de resto sempre fizeram’’, ironizou.

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