Amazonino será intimado para depor
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2001
Chico Araújo Agência Estado dE Brasília 
A Polícia Federal vai intimar o governador do Amazonas, Amazonino Mendes (PFL), e a deputada Zila Bezerra (PFL-AC) para prestar depoimento no inquérito aberto no Acre sobre o escândalo da compra de votos para aprovar, em 1997, a emenda que permitiu a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. A investigação sobre Amazonino e Zila foi requisitada à PF pelo procurador da República no Acre, Marcus Vinicius Aguiar Macedo. O caso foi reaberto no último dia 11 por determinação do Ministério Público Federal.
Além de Amazonino e Zila, PF intimará o ex-governador do Acre Orleir Cameli (sem partido) e seu irmão, Eládio Messias Cameli, o empresário Narciso Mendes de Assis e os ex-deputados federais Osmir Lima (PFL), João Maia (ex-PFL), Ronivon Santiago (ex-PFL) e Chicão Brígido (PMDB). Os quatro ex-deputados foram acusados, em fita gravada, por um certo Senhor X, de vender os votos por R$ 200 mil, cada um, em favor da emenda da reeleição. As gravações foram divulgadas em 1997 pelo jornal Folha de S.Paulo.
Em uma das conversas, Ronivon revela que Amazonino e Cameli seriam os supostos compradores dos votos dos ex-parlamentares acreanos. O irmão do ex-governador Orleir Cameli, Eládio, vem sendo apontado como reponsável pelo pagamento da quantia supostamente negociada com os parlamentares em troca dos votos favoráveis à emenda. Ele teria pago os R$ 200 mil a cada ex-deputado com cheque da empresa Marmud Cameli, de propriedade da família.
Com a reabertura do caso, o Ministério Público quer saber qual a participação dos acusados na susposta compra de votos. Além disso, o MP pretende desvendar o mistério que envolve o personagem senhor X. O procurador Marcus Vinicius suspeita, com base nas gravações, que o interlocutor das conversas com o ex-deputado Ronivon Santiago seja Narciso Mendes. O empresário nega sua participação no episódio.


