Amauri Cardoso pede proteção policial
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quarta-feira, 02 de maio de 2012
Paula Barbosa Ocanha <br> <br> Reportagem Local 
O vereador Amauri Cardoso (PSDB) pediu no início da tarde de ontem proteção policial ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para ele e sua família por conta das denúncias que fez de suposta compra de votos de vereadores por pessoas ligadas ao prefeito Barbosa Neto. O vereador explicou que não recebeu efetivamente nenhuma ameaça, mas que prefere se resguardar para que ''as pessoas não tenham medo de denunciar''.
''Se alguma coisa acontece comigo ou com minha família, as pessoas terão medo de denunciar. E eu não quero que isso aconteça. As pessoas precisam saber que é necessário auxiliar em investigações e denunciar o que está errado. Por isso pedi essa proteção.'' O pedido de proteção será analisado pela Polícia Militar, que também definiria por quanto tempo ela será necessária.
O vereador informou ainda que, embora não tenha ocorrido nenhum fato específico que o incentivou a pedir a proteção, houve manifestações contrárias à sua atitude. ''Recebi algumas mensagens em redes sociais, mas nada que configure uma ameaça. O problema é que toda essa situação que está sendo comentada na cidade é ligada ao meu nome como autor, por isso acho melhor me precaver antes que eu vire vítima de alguma coisa.''
Amauri também voltou a rebater o prefeito, que declarou em entrevista coletiva que a operação do Gaeco que fez o flagrante de prisão para Marco Cito e para o empresário Ludovico Bonato foi ''armação'' do vereador. ''Eu auxiliei nas investigações, não acusei ninguém. Só ajudei na operação. E o prefeito pode ficar tranquilo, porque todas as provas serão disponibilizadas e vai ficar muito claro tudo o que aconteceu'', disse.


