Amauri assume vaga de Gerson às vésperas de recesso na Câmara
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terça-feira, 14 de julho de 2015
Luís Fernando Wiltemburg<br> Reportagem Local 
Às vésperas do início do recesso parlamentar na Câmara de Londrina, o vereador Amauri Cardoso (PSDB) assumiu ontem a cadeira deixada por Gerson Araújo (PSDB), que teve o diploma cassado pela Justiça Eleitoral por ter assumido a prefeitura no período em que disputava a reeleição para o Legislativo, em 2012.
A sentença contra Gerson foi executada na semana passada a pedido de Amauri, que diz que vai utilizar o período sem atividades parlamentares para colocar-se a par dos projetos em andamento. Na semana passada, o ex-vereador, que preside o PSDB, demonstrou certa mágoa com o pedido de execução da sentença solicitado por um colega de partido.
Em seu discurso de posse, Amauri reconheceu que assume num momento em que há "comoção" pela saída de Gerson. A declaração da vacância, na última quinta, foi precedida por homenagens da sociedade civil e de outros vereadores que atrasaram a sessão ordinária em duas horas.
Na semana passada, Gerson disse que Amauri tem direito a pedir à Justiça que a sentença que não tinha prazo para ser executada fosse cumprida, mas afirmou que não se utilizaria "dessa situação". Questionado ontem, Amauri lembrou que os autores da ação são o Ministério Público, que pediu a cassação do diploma, e o PTC, partido que queria a anulação dos votos de Gerson.
Sobre ser o autor do pedido de execução, o novo parlamentar argumentou: "Entendo que foi tramitado e julgado, houve uma sentença e hoje sou vereador. Vamos trabalhar para apaziguar e não para criar revanchismos."
Gerson ainda receberá os subsídios proporcionais a nove dias de exercício do mandato, o que equivale a cerca de R$ 3,6 mil. Amauri, por ter assumido ontem, terá direito à remuneração por 16 dias R$ 6,4 mil que só serão pagos no dia 20 de agosto, junto com os R$ 12 mil referentes aos proventos do próximo mês.
A Câmara de Londrina aprovou ontem, em primeira discussão, projeto de lei do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) que autoriza o município a fazer acordo com proprietários de uma faixa de terras necessárias para a ampliação da pista do Aeroporto Internacional José Richa, em Londrina, e a contrair empréstimo caso seja necessário para quitar a desapropriação dos terrenos.
O texto, entretanto, passou depois que o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronezi, explicou que o valor a ser emprestado pode chegar a cerca de R$ 6 milhões, mas que, caso os proprietários queiram uma permuta por outras áreas do município e que o acordo seja viável, sequer seja necessário o aporte.
De acordo com ele, o projeto de lei é necessário porque o decreto que declarou uma faixa de áreas como de interesse público venceu e a desapropriação, neste caso, só pode ser feito por meio de acordo amigável intermediado pela Justiça.
Veronezi ainda explicou que essas áreas já compõem propriedades que têm outras demarcações de interesse público já negociadas e os proprietários demonstraram interesse na solução amigável. "Mas o juiz atrelou a homologação a uma série de coisas, como autorização da Câmara e o depósito da indenização em até um ano. O projeto de lei acelera o processo de ampliação do aeroporto", afirma.


