Arquivo FolhaRetirada estratégicaAmaral: relator do orçamento foi acusado de usar o cargo para beneficiar sua base eleitoralO relator da proposta orçamentária do governo do Paraná para o ano que vem, deputado estadual Durval Amaral (PFL), teve de flexibilizar os critérios de apresentação de emendas para manter-se no cargo. O parlamentar foi acusado por um grupo de deputados de usar a sua influência como relator para assegurar, antecipadamente, recursos do governo para os municípios de sua base eleitoral.
Até ontem à tarde ele estava ameaçado de perder a função. A possibilidade, no entanto, foi descartada depois de uma reunião dos líderes das bancadas e do presidente da Comissão de Orçamento, Cesar Silvestri (PTB), com o presidente da Casa, Aníbal Khury (PFL). Para não perder a relatoria, Durval Amaral precisou abrir mão do limite de R$ 1 milhão fixado para cada deputado. A partir de agora não há mais limites para a apresentação de emendas à proposta do governo.
O relator diz, no entanto, que não tem como ceder em alguns pontos técnicos, considerados fundamentais. ‘‘Não aceitarei emendas sem que a fonte esteja devidamente identificada’’, garante. ‘‘Ao contrário do que avaliava antes, essas emendas não têm garantias de serem cumpridas pelo governo’’, avisa Amaral. Segundo ele, o critério anterior assegurava a vinculação das sugestões dos parlamentares às ‘‘fontes quentes’’ do orçamento (leia-se vinculadas à arrecadação).
O recuo do relator acalmou os ânimos dos deputados, que têm até o dia 20 para apresentar emendas. Durval Amaral apresentou ainda uma ‘arma’ contra os revoltados: um levantamento de todos os recursos distribuídos por base eleitoral dos 54 deputados. O dossiê indica que o governo prevê investimentos maiores para municípios de outros parlamentares e que a distribuição não é política - como tentam sugerir seus adversários - mas de acordo com a arrecadação de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e de Serviços). (L.D)

mockup