Amaral quer reunificar PFL em Londrina
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sábado, 07 de junho de 2003
Giovana Kindlein<BR>Reportagem Local 
Os encontros separados com as duas alas do PFL de Londrina uma dirigida pelo presidente da executiva local do partido, empresário Farage Kouri, e outra por Otávio Cesário Pereira Neto na última sexta-feira, não mudaram a disposição do deputado Durval Amaral (PFL), de reunificar as duas facções. ''Temos que ampliar o partido em Londrina. Não podemos nos perder com sectarismos'', disse ele. Ontem, o deputado participou de encontro político em Astorga (80 km a oeste de Londrina).
Amaral foi designado para tentar resolver o impasse no diretório londrinense pelo presidente estadual do partido, deputado federal Abelardo Lupion (PFL). No primeiro encontro com a ala dissidente, Amaral ouviu pedidos de providências em relação à condução da sigla em Londrina. ''A atual direção da executiva fugiu ao que está preconizado no estatuto interno do diretório'', afirmou o líder da ala dissidente, Otávio Cesário Pereira Neto.
Para Cesário Neto, o encontro foi produtivo pela atenção dispensada pela executiva estadual. ''Ainda não deu para ter uma conclusão, mas tivemos uma boa receptividade do deputado'', considerou Cesário Neto. O vereador Paulo Arildo (sem partido) também participou da reunião e ficou sensibilizado com o convite oficial, feito por Amaral, para ingressar no PFL. ''É o partido que tem o segundo maior horário eleitoral na TV'', comentou o vereador.
Arildo ressalvou, no entanto, que ''primeiro, será necessário resolver a questão do comando na legenda da cidade''. Também participaram do encontro com a ala dissidente, o ex-vereador Carlos Eduardo Santa Rosa e Ademar Ramos.
Em seguida, Amaral reuniu-se com o presidente da executiva local, Farage Kouri, que manteve sua posição de receber os dissidentes, desde que a convenção municipal e a eleição da executiva, realizadas em março, não sejam alteradas. ''A possibilidade de se aglutinar existe, mas não se discute a eleição'', declarou Kouri. Segundo o presidente da executiva local, a liderança do partido precisa ser respeitada. ''Se queriam assumir a presidência do partido porque não concorreram ao cargo no pleito?'', questionou.
Amaral acredita que até o final de junho deverá ter uma definição para a situação em Londrina. ''Não podemos arrastar esta discussão por muito tempo'', considerou, referindo-se ao encerramento do prazo para mudança partidária que ocorre em setembro. ''Nada é difícil, desde que haja desprendimento de ambas as partes para enfrentar o problema'', sinalizou.
O deputado deve relatar amanhã o quadro a Lupion e juntos montarem uma estratégia de atuação em Londrina. Três fatores serão levados em consideração pela executiva estadual: a presença de pefelistas na Câmara de Vereadores, a formação de uma grande chapa para as eleições proporcionais, e o lançamento de uma candidatura própria à sucessão do prefeito Nedson MIcheleti (PT).


