Alvorada acerta previsão em Londrina
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de outubro de 1998
Patrícia Zanin 
A Alvorada Pesquisas acertou os números nas pesquisas publicadas durante o período eleitoral com exclusividade pela Folha. É o que mostram os dados fornecidos pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) referentes a votação em Londrina para governo do Estado, Senado, presidência, Câmara dos Deputados e Assembléia Legislativa. Na véspera da eleição, a Alvorada contabilizava no município 52,8% dos votos para o governador Jaime Lerner (PFL) e 32% dos votos para o senador Roberto Requião (PMDB). Nas urnas, Lerner teve 110.734 votos contra 65.248 votos para o peemedebista.
Nas pesquisas de boca de urna, a Alvorada contabilizou no dia da eleição 62,2% dos votos para Lerner. As urnas deram ao governador 62,3% dos votos; para Requião foram dados 37,6% dos votos nas pesquisas e as urnas mostraram 36,7%. É um índice muito bom de acerto. Como se diz no vocabulário popular, foi na mosca, comemora o diretor da Alvorada Pesquisas, Waldimir Coutinho Mendes, lembrando que a pesquisa tinha margem de erro de quatro pontos.
A Alvorada também apontava, desde o início, a liderança para a Câmara dos Deputados do vice-prefeito Alex Canziani (PTB). Na véspera da eleição, mostrava que Canziani seria o mais votado em Londrina entre os candidatos a federal. Foi o que ocorreu. No município ele obteve 43.078 votos, enquanto Luiz Carlos Hauly (PSDB) fez 33.370 votos e José Janene (PPB) obteve 20.691 votos.
Para a Assembléia, Antônio Carlos Belinati (PSB) também aparecia como o primeiro mais votado em Londrina, com 33,7% das intenções de voto e uma projeção de 56 mil votos. Ele foi o segundo mais votado no Estado. As pesquisas também confirmaram a liderança de Álvaro Dias (PSDB) para o Senado.
A experiência em pesquisa conta bastante. Além disso, nós cuidamos de todos os detalhes. Desde a metodologia até o uso de dados fornecidos pela própria Justiça, explica Coutinho Mendes. A Alvorada existe há 20 anos.
Sobre os equívocos cometidos por institutos de renome nacional nas pesquisas de intenção de voto em vários estados do País, Coutinho Mendes acredita que é hora de cada empresa fazer uma auto-avaliação. Ele reconhece, porém, que o Congresso poderia mudar as regras de uso das pesquisas pelos comitês. O uso indevido da pesquisa é feito pela estrutura de campanha que fica bombardeando o eleitor.


