Curitiba - Um imbróglio no processo de licitação do restaurante da Assembleia Legislativa (AL) faz com que a empresa Leda continue prestando o serviço. Os contratos entre a AL e a empresa Leda se tornaram alvos de polêmica porque, entre outras coisas, ela não paga aluguel para a Assembleia Legislativa, embora ocupe um dos andares do prédio da Casa. O presidente do Legislativo, Valdir Rossoni (PSDB), abriu uma licitação e, no final de junho, a empresa Requinte venceu o pregão presencial, com um lance de R$ 51,90. Também ficou definido o pagamento de R$ 5 mil por mês de aluguel à Casa. Mas o novo prestador do serviço, mais de um mês depois do resultado da licitação, ainda não assumiu.
A assessoria de imprensa da AL explicou que a segunda colocada na concorrência pública, a Capri Eventos, contestou o resultado da licitação e deve assumir os serviços. A Capri Eventos entrou com um recurso no qual sustenta que a Requinte não apresentou a declaração do Conselho Regional de Nutrição. A contestação da Capri Eventos foi analisada pela Procuradoria da AL, que admitiu o recurso. Em seguida, a Requinte também apresentou argumentos contra a Capri Eventos, mas a Procuradoria da AL indeferiu. No entendimento da Casa, os documentos que autorizavam a Capri Eventos a participar de um processo licitatório estavam corretos. Ontem, o processo foi concluído e a Capri Eventos foi declarada vencedora, com a sua primeira oferta, de R$ 52,00.
Mas, segundo a assessoria de imprensa da Casa, ainda falta um parecer final da Procuradoria da AL sobre a licitação. Depois disso, a licitação deve ser homologada. Até lá, a empresa Leda continua operando normalmente.

mockup