Álvaro retorna e diz que é candidato extra-oficial
Álvaro retorna e diz que
é candidato extra-oficial
Leandro Donatti
O ex-governador Álvaro Dias (PSDB) voltou dos Estados Unidos ontem sinalizando que vai concorrer ao governo do Paraná, nas eleições de outubro próximo. Extra-oficialmente sou candidato ao governo, mas o momento de afirmação da candidatura só deve ocorrer no final de maio ou início de junho, declarou, durante entrevista em seu escritório político em Curitiba.
Álvaro deixou claro que a pressão interna comandada pelo irmão, senador Osmar Dias (PSDB), para formalizar sua candidatura, não surtirá efeitos imediatos. Não devo me precipitar. Acho politicamente correto o que o Osmar está fazendo, mas como candidato tenho de buscar o caminho que nos leve à vitória. Eu nunca estive numa situação tão confortável, não há por que me precipitar, discursou.
O retorno do ex-governador coincidiu com o recuo do PPB do Paraná (leia mais nesta página), sigla que mais se aproximava do projeto político tucano antes da sua viagem aos EUA, no final de abril. O Paraná não pode ser utilizado como barganha para o fechamento de alianças em outros estados e os dirigentes locais precisam ser um pouco mais respeitados, criticou Álvaro numa referência ao presidente nacional do PPB, Paulo Maluf, que costura a união PFL-PPB.
O ex-governador cobrou das lideranças do PPB definição sobre o rumo eleitoral neste ano, mas ressalvou que a coligação não é imprescindível. Há consenso no PSDB sobre o lançamento de candidatura própria. Mesmo sem aliança é possível, avaliou. O Maluf está sendo enganado, quando o Lerner diz que eu vou concorrer ao Senado. O governador está jogando com inteligência, se o Maluf cair, melhor para ele (Lerner).
Sobre as cobranças feitas pelo presidente do PPB, deputado José Janene, de uma definição da candidatura já, Álvaro tratou de retirar de si o foco da responsabilidade. Nós já apresentamos a nossa sugestão, mas os aliados ainda não se definiram. Não temos nada a oferecer a não ser a discussão conjunta de um programa comum de governo, ressaltou.
O ex-governador voltou a frisar que a realização de uma pesquisa de opinião para verificar a tendência dos eleitores em outubro é fundamental para que ele assuma formalmente a sua disposição de enfrentar o governador Jaime Lerner nas urnas. As alianças e a situação financeira do Estado são condições complementares. O que vale mesmo é o resultado da consulta, que deverá ser feita em junho próximo, esclareceu.
Eu não posso construir um caminho para a derrota, disse Álvaro para justificar sua estratégia, internamente questionada pelos tucanos. O impacto de uma definição seria bem menor que o de uma mais para a frente, afirmou.





