Curitiba - O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), segundo vice-presidente do Senado, reassumiu oficialmente ontem sua vaga. Sobre a crise interna da Casa, detonada pelas suspeitas em relação à origem do dinheiro da pensão da filha fora do casamento do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), Alvaro afirma que o clima é de constrangimento. Ele é um dos defensores da tese que Calheiros deveria ter se afastado do cargo.
Embalado pela repercussão do caos aéreo no País, a primeira providência do senador ao reassumir a vaga foi reapresentar um projeto seu que obriga a divulgação, no Diário Oficial da União, da caixa-preta de aviões acidentados.
No ano 2000, esse mesmo projeto já havia sido apresentado e aprovado no Senado, mas foi rejeitado pela Câmara e não virou lei. Agora, o senador tenta mais uma vez obrigar o governo federal a divulgar o conteúdo de caixas-pretas em caso de acidente. ''Para vetar o projeto a Câmara alegou que o Brasil seria o único país a divulgar o conteúdo de uma caixa-preta. Mas hoje o Brasil é o único com uma crise aérea dessas proporções'', reclamou o senador.
O tucano passou quatro meses afastado por causa de problemas no joelho esquerdo. O afastamento foi recomendado pelo médico ortopedista René Jorge Abdalla, para que Alvaro fizesse fisioterapia e se recuperesse da cirurgia realizada no início do ano no Hospital do Coração, em São Paulo. O senador foi operado para reconstituição de ligamentos do joelho. As lesões seriam consequência da época em que ele jogava futebol.
O reitor do Centro Universitário de Maringá (Cesumar), professor Wilson de Matos Silva (PSDB), assumiu a cadeira de Alvaro no Congresso no início de abril e permaneceu como suplente até anteontem.

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