Curitiba - O senador Alvaro Dias (PDT) decidiu voltar ao cenário político oito meses após ter sido derrotado por Roberto Requião (PMDB) na disputa pelo governo do Estado. Após descartar a possibilidade de concorrer nas eleições para prefeito no ano que vem, Alvaro estuda uma troca de partido para obter melhores condições de disputar um cargo eletivo em 2006.
O senador não esconde o desconforto que passa atualmente no PDT. Enquanto na esfera nacional o partido está dividido entre o apoio e a oposição ao governo Lula, estadualmente os deputados da sigla mostram um alinhamento ao governo Requião que não é vantajoso para Alvaro. ''Esse é um problema crônico da Assembléia do Paraná: a crença de que para exercer um mandato legislativo é necessária a submissão ao governo. Eu não tenho encontrado no partido os instrumentos que preciso para exercer um bom mandato de senador. Talvez eu esteja sendo punido pela derrota nas eleições do ano passado.''
Outro fator que afasta Alvaro do PDT, curiosamente, é a presença de seu irmão Osmar Dias na sigla, que acumula agora o cargo de senador e a presidência da sigla em nível estadual. Na avaliação de Alvaro, o PDT estadual não tem estrutura para comportar os dois parlamentares. ''O PDT está muito pequeno, e eu e o Osmar acabamos às vezes nos chocando por causa disso. Um acaba anulando o outro politicamente. Caso estivéssemos em siglas diferentes, acho que nosso relacionamento seria até melhor e na hora das eleições seríamos aliados'', argumentou.

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