Álvaro prepara terreno para disputa de 2002
Arquivo FolhaÁlvaro pode não assumir o PSDBInteressado direto na sucessão estadual de 2002 e de olho na concorrência com o ministro de Esportes e Turismo, Rafael Greca (PFL), o ex-governador Álvaro Dias (PSDB) quer fazer do seu mandato no Senado um tranpolim para se projetar nacionalmente. Quero ter uma atuação em Brasília que corresponda à votação que eu tive, declarou o senador ontem. Álvaro retornou dos Estados Unidos, na última quinta-feira, e fica até domingo em Caiobá, no litoral do Estado, com a família, de onde parte para a posse em Brasília, marcada para as 15 horas de segunda-feira no plenário do Senado.
O senador eleito sinalizou já na chegada que o projeto envolvendo a sua imagem pode levá-lo a se afastar do comando do partido. Apesar da pressão do irmão, o senador Osmar Dias (PSDB), e do presidente interino, Olivir Gabardo, Álvaro não demonstrou entusiasmo em assumir a presidência do PSDB, cargo para o qual foi eleito em 98. Antes de março não vamos falar nisso. Não posso me dedicar integralmente ao partido, avisou. Álvaro disse que, no máximo, pode haver uma composição. Nesse caso, ele responderia pela presidência e um executivo ficaria com as funções de fato.
O ex-governador concorda que há necessidade de uma reorganização partidária. Isso é natural depois de uma eleição, disse. Principalmente o PSDB, que tem uma perspectiva para as eleições ao governo, andiantou-se. Álvaro não fala abertamente de seus projetos, mas desembarcou de Nova York deixando bem clara a sua intenção em se projetar no Senado.
Quanto à confusão interna instaurada na bancada tucana da Assembléia que, antes mesmo de assumir, entrou em colisão na briga pela liderança, o senador eleito disse: Nós decidimos que o PSDB deve ser independente no Legislativo. No início de um mandato, o partido não pode fazer oposição irracional. Temos de dar um tempo para o governo dizer a que veio. E acrescentou que o certo é dizer que a postura da bancada tucana é de expectativa, minimizando, assim, a postura governista prenunciada pela maioria dos novos deputados. Álvaro Dias disse não saber os detalhes do processo de fritura de José Maria Ferreira, que briga com Edson Praczyk pela liderança do PSDB. Ele deixou nas entrelinhas que não pretende intervir no caso. (L.D)





