O presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias, foi o último orador da reunião do diretório regional do PSDB que rejeitou a filiação de Lerner. ‘‘O governador se transformou num trapalhão da política do Paraná que só tumultuou o nosso ambiente partidário’’, criticou o ex-governador que, até o último minuto, não tinha certeza do placar.
Minutos antes da debandada ‘lernerista’, Álvaro contestou a tese levantada pelo ex-prefeito Rubens Bueno e reforçada por Richa a respeito do plano nacional do PSDB para as eleições do ano que vem. ‘‘Lerner não faz parte do projeto nacional porque neutraliza a proposta alternativa de governo que o PSDB do Paraná defende e pretende colocar adiante em 98’’, avalia.
Álvaro disse que ‘‘Lerner abandonou os prefeitos do interior’’ e que ‘‘a sua administração enfrenta problemas’’. ‘‘Se não fosse o presidente Fernando Henrique e o BNDES, o governo não teria nem pago o 13º salário de 95 e 96’’, acusa o ex-governador emendando que a ‘‘a última folha de pagamento foi paga com dinheiro carimbado do Bird (Banco Mundial) e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento)’’.
O secretário da Fazenda, Miguel Salomão, negou a informação e disse que ‘‘o governo está com reserva de 13º sem usar nenhum tostão de fonte que não seja autorizada’’. ‘‘É mais uma acusação que se joga ao público sem qualquer embasamento’’, reage Salomão. (L.D.)

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