Curitiba - Questionado ontem sobre a possibilidade de sair candidato a governador do Paraná em 2010, o senador Alvaro Dias (PSDB) afirmou que prefere ser convidado a participar da diputa. ''Quando eu admito a hipótese (de sair candidato) é porque me sinto convidado. Não pode ser o contrário. Hoje me sinto útil em Brasília e minha atuação é valorizada nacionalmente, mas um convite nunca pode ser ignorado. Se eu me sentir convocado, eu não fujo da responsabilidade'', afirmou ele, de passagem pela Assembléia Legislativa para o relançamento do livro ''Ney Braga: Política e Modernidade'', do jornalista Vanderlei Rebelo.
Sobre a possibilidade do senador Osmar Dias (PDT), seu irmão, também sair candidato ao governo do Estado nas próximas eleições, Alvaro garante que haverá consenso. ''Não há acordo, nem compromisso, há bom senso. Eu não pretendo disputar com meu irmão, nem ele. O quadro eleitoral é que vai decidir. Nós temos que verificar no momento adequado o que está pensando o eleitor''. Sobre o atual prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), também um dos nomes cotados pelo PSDB para a disputa em 2010, Alvaro comentou que é preciso cautela sobre o assunto, já que Beto possivelmente sairá candidato à reeleição do próximo outubro.
''É claro que as eleições municipais influenciam as majoritárias e disputa na Capital tem um peso forte. Mas o Beto deve se concentrar nas eleições municipais. Não seria inteligente antecipar o processo, até porque ninguém quer votar no titular para ver o vice administrando. Esse assunto deverá ser adiado para não prejudicar a campanha eleitoral do Beto. A população não compreende bem esse interesse em dar respaldo a uma eleição futura. Primeiro uma eleição, depois outra'', afirmou Alvaro.
O prefeito de Curitiba, contudo, evita falar da própria reeleição. Também presente ontem na Assembléia Legislativa, Beto declarou que sua candidatura à administração da Capital ainda não está definida. Questionado sobre o nome do vice na chapa, Beto afirmou que o assunto está em segundo plano agora. ''Como é que vamos discutir o vice se ainda não sou candidato?'', se esquivou. ''A única coisa que posso falar é que para a escolha de um vice a palavra final tem que ser do candidato titular, tem que ser assim. O candidato tem que se sentir à vontade para fazer campanha eleitoral com seu vice''.
Sobre os números favoráveis à sua reeleição, com base em pesquisas que circulam pela Capital, Beto afirmou que se sente ''lisonjeado'' e agradecido. ''As pesquisas é que vão me orientar, que vão dizer se sou candidato à reeleição ou não''. Em relação à candidatura de Gleisi Hoffmann à prefeitura de Curitiba, confirmada recentemente por correligionários do PT, Beto disse apenas que ''já era esperada'' e que não teme a disputa. ''Eu já os enfrentei com os mesmos apoios'', comentou Beto em relação ao adversário petista anterior, Angelo Vanhoni (hoje deputado federal), que teve o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador Roberto Requião (PMDB).

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