Curitiba - O pré-candidato da aliança que reúne o PDT, PTB e PPB à sucessão estadual, senador Alvaro Dias (PDT), encontrou uma fórmula para tentar suprir sua deficiência de votação na região da Curitiba, reduto tradicionalmente forte do grupo político que apóia o governador Jaime Lerner (PFL). Ontem, Alvaro anunciou formalmente o arquiteto Luiz Forte Netto (PDT) como seu candidato a vice.
Alvaro, que tem melhor votação no Interior, fez o anúncio um dia antes da convenção que homologará seu nome ao governo do Paraná. Forte Netto, atual coordenador técnico do programa de governo de Alvaro, de quem é antigo aliado, conseguiu votação expressiva nas eleições de 2000, para prefeito de Curitiba. Ele concorreu pelo PSDB – partido anterior do senador –, e fez 71.394 votos, o equivalente a cerca de 8% dos votos válidos da Capital, que é o maior colégio eleitoral do Estado.
‘‘A escolha do meu nome tem relação com minha votação na região metropolitana. A campanha para prefeito me deu projeção eleitoral, e isso terá repercussão na nossa chapa’’, avaliou. O arquiteto foi ainda candidato a vice-prefeito de Curitiba em 1992, na chapa do ex-deputado Maurício Fruet, morto em agosto de 1998.
A chapa de Alvaro neste ano tem dois nomes ao Senado. Osmar Dias, irmão de Alvaro, tenta a reeleição. A outra vaga ficou com o deputado estadual Tony Garcia (PPB), que preferia disputar o cargo na chapa encabeçada por Beto Richa (PSDB), mas não conseguiu espaço para tal.
Em relação às arestas que precisavam ser aparadas no Interior, por conta da entrada do PPB na composição, Alvaro disse que as divergências estão encaminhadas. ‘‘Ou fazemos campanhas separadas, ou modalidades que não exijam a convivência.’’
Oito partidos dão sustentação ao nome do senador. Além do PDT, PTB e PPB, os nanicos PGT, PRP, PSDC, PTN e PTdoB pedirão votos para Alvaro. A coligação terá, no horário eleitoral gratuito, oito minutos –tempo que ainda será dividido entre os candidatos.
Por força da verticalização das alianças, o palanque de Alvaro no Paraná deverá ter espaço para o presidenciável Ciro Gomes (PPS), candidato da Frente Trabalhista (PDT-PTB-PPS).

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