Alvaro e Richa são alvos da oposição
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terça-feira, 02 de julho de 2002
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O candidatos ao governo pelo PMDB, Roberto Requião; pelo PT, Padre Roque Zimmermann; e pelo PPS, Rubens Bueno, firmaram um acordo tácito de atacar candidaturas alinhadas ao governo Jaime Lerner (PFL). Os principais alvos da oposição, neste início de campanha eleitoral, serão os candidatos do PSDB, Beto Richa; e do PDT, Alvaro Dias.
Apesar de não admitirem abertamente conversas neste sentido, a unidade no discurso aponta para este entendimento. Requião, Padre Roque e Bueno prometem apoio mútuo no segundo turno caso um deles dispute o Palácio Iguaçu contra Beto ou Alvaro. Além disso, são unânimes em afirmar que Alvaro não pode ser considerado um candidato de oposição a Lerner. Padre Roque confirma o pacto e diz que vai fazer a sua parte.
''Não tem como considerar a candidatura do Alvaro como oposicionista. É só ver as alianças que ele fez, com partidos da base de Lerner'', afirma Requião, referindo-se às coligações do PDT com PPB e PTB. Rubens Bueno segue a mesma linha. ''Passamos os últimos quatro anos criticando os desmandos e imoralidades deste governo. É natural que os candidatos que o representem também sofram mais críticas.''
Alvaro Dias se defende e afirma não estar preocupado com as críticas dos adversários. ''É normal que as críticas na campanha se concentrem em quem está liderando as pesquisas eleitorais. Só acho estranho esses partidos criticarem as alianças que fiz'', disse.
Para o candidato pedetista, tanto PMDB como PT têm telhado de vidro quando se trata do assunto. ''O PT não recusou nenhuma coligação. E o PMDB está se comportando como a raposa da fábula. Buscou alianças com PSDB e PTB, e quando não conseguiu firma-las, desandou a falar que as uvas estavam verdes'', cutucou Alvaro.
Aliado com o PFL de Lerner, Beto Richa já prevê as críticas da oposição, mas não pretende partir para o revide. ''Não é meu feitio atacar ninguém. Quero tratar de propostas na campanha'', afirma. Enquanto isso, os assessores do candidato trabalham para encontrar um meio termo na parceria Lerner-Beto. A idéia é mostrar que o tucano apoiou Lerner, mas que tem idéias próprias e nem sempre concordou com as atitudes do governador.


