Alvaro e Requião travam disputa na Justiça
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quinta-feira, 24 de outubro de 2002
Marcos Espíndola<BR>Reportagem Local 
Até nos tribunais os candidatos ao governo Alvaro Dias (PDT) e Roberto Requião (PMDB) travam uma disputa acirrada para ver quem pode tirar o que de quem nestes dias que antecedem a eleição. A coligação Vote 12, de Alvaro, conseguiu ontem junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liminar proibindo que fiscais do PMDB utilizem camisetas ou adereços no dia da eleição com o número 15. A decisão do TSE cassou uma liminar concedida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) aos peemedebistas autorizando seus fiscais a utilizarem o 15.
Na quarta-feira, o TSE proibiu também que fiscais do PMDB façam propaganda do candidato do PT à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva. O mesmo vale para os fiscais do PT no Estado com relação à propaganda de Requião.
Já a aparição do presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no programa eleitoral de rádio e TV de Requião está garantida. Na quarta-feira à noite a ministra do Tribunal Superior Eleitoral, Ellen Grecie, negou mandado de segurança da Coligação Vote 12 que solicitou a retirada de mensagens gravadas por Lula no programa eleitoral do peemedebista. Na terça-feira, o juiz Marcelo Malucelli, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) também havia negado outro pedido de liminar feito pela coligação adversária para retirar o petista da propaganda estadual equanto se julga o recurso que questiona a aparição.
Para o advogado da Coligação Vote 12, Antônio Silveira Brasil Filho, a medida é inócua, pois de que adianta julgar o caso depois de passadas as eleições. A proibição do uso do número de Requião pelos fiscais não se aplica no caso dos fiscais de Alvaro. Segundo Brasil, é que a legislação permite apenas a utilização do nome do partido ou da coligação. Foi estratégico, por isso batizamos a coligação de Vote 12.
Já o secretário-geral do PMDB e coordenador jurídico da campanha de Requião, Luiz Carlos Delazari, justifica que a tese da verticalização das alianças usada pela coligação adversária para retirar Lula do programa do peemedebista não se aplica à situação paranaense. O PT, além de não estar mais na disputa (pelo governo), está dando apoio e não se coligou ao PMDB, argumenta, para em seguida provocar: é uma contradição, pois o Alvaro Dias (PDT) vive declarando que apoia Lula em seus programas.
Delazari concorda com a decisão do TSE que pede que tanto os fiscais do PT quanto do PMDB façam apenas alusão aos seus candidatos ou coligações no dia da eleição. É até melhor, porque assim teremos o reforço de duas equipes distintas trabalhando na fiscalização, avalia Delazari.


