Até nos tribunais os candidatos ao governo Alvaro Dias (PDT) e Roberto Requião (PMDB) travam uma disputa acirrada para ver quem pode tirar o que de quem nestes dias que antecedem a eleição. A coligação Vote 12, de Alvaro, conseguiu ontem junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liminar proibindo que fiscais do PMDB utilizem camisetas ou adereços no dia da eleição com o número 15. A decisão do TSE cassou uma liminar concedida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) aos peemedebistas autorizando seus fiscais a utilizarem o 15.
  Na quarta-feira, o TSE proibiu também que fiscais do PMDB façam propaganda do candidato do PT à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva. O mesmo vale para os fiscais do PT no Estado com relação à propaganda de Requião.
  Já a aparição do presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no programa eleitoral de rádio e TV de Requião está garantida. Na quarta-feira à noite a ministra do Tribunal Superior Eleitoral, Ellen Grecie, negou mandado de segurança da Coligação Vote 12 que solicitou a retirada de mensagens gravadas por Lula no programa eleitoral do peemedebista. Na terça-feira, o juiz Marcelo Malucelli, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) também havia negado outro pedido de liminar feito pela coligação adversária para retirar o petista da propaganda estadual equanto se julga o recurso que questiona a aparição.
  Para o advogado da Coligação Vote 12, Antônio Silveira Brasil Filho, a medida é inócua, pois ‘‘de que adianta julgar o caso depois de passadas as eleições’’. A proibição do uso do número de Requião pelos fiscais não se aplica no caso dos fiscais de Alvaro. Segundo Brasil, é que a legislação permite apenas a utilização do nome do partido ou da coligação. ‘‘Foi estratégico, por isso batizamos a coligação de Vote 12.’’
  Já o secretário-geral do PMDB e coordenador jurídico da campanha de Requião, Luiz Carlos Delazari, justifica que a tese da verticalização das alianças usada pela coligação adversária para retirar Lula do programa do peemedebista não se aplica à situação paranaense. ‘‘O PT, além de não estar mais na disputa (pelo governo), está dando apoio e não se coligou ao PMDB’’, argumenta, para em seguida provocar: ‘‘é uma contradição, pois o Alvaro Dias (PDT) vive declarando que apoia Lula em seus programas’’.
  Delazari concorda com a decisão do TSE que pede que tanto os fiscais do PT quanto do PMDB façam apenas alusão aos seus candidatos ou coligações no dia da eleição. ‘‘É até melhor, porque assim teremos o reforço de duas equipes distintas trabalhando na fiscalização’’, avalia Delazari.

mockup