Alvaro e Requião correm atrás de apoios
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sábado, 12 de outubro de 2002
Marcos Espíndola<BR>Reportagem Local 
Na disputa por apoios formais neste segundo turno, Roberto Requião (PMDB) dá sinais de ter levado a melhor sobre o adversário na disputa ao Palácio Iguaçu, Alvaro Dias (PDT). Na quarta-feira passada, o PT do deputado federal Padre Roque Zimmermann quarto colocado na disputa estadual oficalizou adesão à candidatura peemedebista e na sexta-feira foi a vez do PPS de Rubens Bueno embarcar na nau de Requião. Já o pedetista Alvaro Dias, que largou no primeiro turno com o suporte de uma coligação (PDT, PPB e PTB), corre em busca do espólio eleitoral do tucano Beto Richa e do PFL de olho numa virada na Capital, onde ficou em terceiro lugar, atrás de Requião e Richa.
''É uma eleição suprapartidária e, no segundo turno, não há mais uma coligação formal e as opções são muito mais pessoais do que partidárias'', sintetiza Alvaro. O desafio agora dos dois ex-governadores é reverter o quadro onde foram derrotados no primeiro turno e manter a liderança nas regiões onde foram vitoriosos.
Requião, por exemplo, se apóia na estrutura do PT e cola a sua candidatura na de Luiz Inácio Lula da Silva, que venceu no Estado com 56% dos votos. Assim, peemedebistas e petistas esperam reverter a desvantagem de Requião no interior, principalmente em Londrina, onde ficou apenas em quarto lugar, com 15% dos votos. Alvaro, por sua vez, levou a melhor no interior, mas perdeu em Foz do Iguaçu, Curitiba e Região Metropolitana.
''Vamos colocar a militância nas ruas'', aposta Requião. De chapa pura no primeiro turno, o peemedebista chega nesta reta final com o PT e o PPS coligados, na já apelidada aliança Lula/Requião. Requião e o prefeito Nedson Micheleti (PT), coordenador da campanha em Londrina, acreditam que o casamento de votos trará resultados. ''A soma dos votos de Requião e Padre Roque pode reverter essa desvantagem'', aposta Micheleti.
Aliados em outras ocasiões, Requião e Alvaro apresentam semelhanças até mesmo no campo estratégico. Ambos definem como fundamental o apoio dos prefeitos. Nesta semana, eles promoveram encontros com prefeitos na Sociedade Rural do Paraná, em Londrina. A coordenação de campanha de Requião alega ter levado 169 prefeitos, entre eles, aqueles que representam os quatro maiores colégios eleitorais (Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu), excluindo Curitiba. Com exceção de Foz, administrada pelo PMDB, as outras três cidades são comandadas pelo PT.
A resposta de Alvaro veio 24 horas depois, com a participação, segundo a organização, de 91 prefeitos, entre eles, os presidentes das associações de municípios do Norte, Norte Pioneiro, Médio Paranapanema e Vale do Ivaí.
Nas duas ocasiões, o Pavilhão Horácio Coimbra ficou lotado de militantes, vereadores, vice-prefeitos e parlamentares de vários partidos que ficaram de fora neste segundo turno, como o PSDB, PFL e o PPS. O vice de Requião, Orlando Pessuti (PMDB), anuncia em todos os encontros a adesão do presidente da Assembléia Legislativa, o deputado reeleito Hermas Brandão (PSDB). Atento aos votos do PSDB e PFL, Requião também pontuou alguns aspectos positivos do governo Jaime Lerner (PFL) durante o encontro em Londrina e classificou o ex-governador José Richa, pai de Beto, de ''um grande governador''.
Alvaro respondeu de pronto ao levar para o palanque lideranças do PSDB, principalmente da região Norte, como o deputado federal Luiz Carlos Hauly. Até o presidente da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro, o tucano Flávio Maiorky, subiu no palanque do pedetista para declarar apoio. ''O primeiro turno mostrou que os prefeitos fazem a diferença'', avalia Alvaro. ''Temos que buscar o apoio da base da socidade, que são os prefeitos'', sustenta Requião.


