Alvaro e Osmar Dias vão para o PDT
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quarta-feira, 19 de setembro de 2001
Maria Duarte <br> De Curitiba 
Os senadores paranaenses Alvaro Dias e Osmar Dias decidiram assinar ficha no PDT. A reunião que selou a filiação ao partido aconteceu anteontem à noite, em Brasília, com o presidente da sigla, Leonel Brizola. Os senadores já haviam conversado com as bancadas federal e estadual. A definição partidária encerra a novela protagonizada pelos senadores desde maio, quando a cúpula nacional tucana decidiu expulsá-los por terem apoiado a CPI da Corrupção, para investigar o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
A escolha do PDT faz parte da estratégia política dos senadores rumo às eleições de 2002, porque o partido pode coligar com o PMDB e PT, além de partidos menores. Alvaro é, a princípio, o candidato à sucessão do governador Jaime Lerner (PFL). Osmar disputará uma das duas vagas ao Senado. Os irmãos Dias também farão parte da executiva estadual.
Alvaro precisa de coligações para aumentar o tempo na TV e pavimentar a candidatura. O PDT tem dois blocos de um minuto e trinta (três minutos). O PMDB tem oito minutos (duas inserções). O PT tem no total seis minutos.
Alvaro deixa o PSDB, partido onde seus aliados permanecem lutando na Justiça, na tentativa de anular a nomeação do deputado federal Basílio Villani como presidente da junta interventora do ninho tucano no Paraná. ''O PDT está na faixa de centro-esquerda, e facilita alianças. Além disso, o partido é oposição no plano federal e estadual'', declarou Alvaro.
Osmar estava sem partido desde junho, quando encaminhou sua ficha de desfiliação ao PSDB de Maringá. Osmar oscilava entre PDT e PMDB, mas a opção pelo PMDB não foi possível por causa da dificuldade de entendimento entre seu irmão e o presidente estadual do partido, senador Roberto Requião. Segundo Osmar, sua entrada no PMDB seria interpretada como traição ao irmão. ''Não quis criar esse constrangimento. Disputa entre irmãos é inconcebível'', disse Osmar.
Contrariando as expectativas, Alvaro não foi para o PSB. Caso Osmar fosse para o PDT e Alvaro para o PSB, os dois partidos teriam dificuldades para coligar. O presidente do PDT, Leonel Brizola, e o governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PSB), têm problemas de relacionamento. Além disso, no Paraná o PSB apóia Jaime Lerner. Alvaro e Osmar já haviam garantido que dividiriam o mesmo palanque, mesmo que fossem para legendas diferentes.
Uma corrente de políticos paranaense acredita que Alvaro deve disputar a vice-presidência na chapa encabeçada pelo ex-ministro Ciro Gomes (PPS). Nesse caso, Osmar disputaria o governo do Estado.
A filiação será anunciada oficialmente neste sábado, durante ato político no Teatro Fernando Montenegro, em Curitiba.


