Álvaro é lançado para o governo
Os deputados estaduais do PSDB lançaram ontem à tarde, no Plenarinho da Assembléia Legislativa, em Curitiba, o senador Álvaro Dias à sucessão do governador Jaime Lerner (PFL). O lançamento foi feito durante a filiação de Neivo Beraldin, que passa a integrar o quadro tucano, por meio de documento assinado pelos seis deputados da bancada. Todo mundo sabe que você é candidato mesmo, justificou Beraldin, em seu discurso.
Álvaro não faz segredos que quer ser governador, mas fez questão de assegurar que não combinou nada previamente com os deputados. Não é hora para isso. É muito cedo. Ele (Lerner) está começando agora seu novo mandato, desviou o senador, que, em momento algum, freou as declarações dos deputados. Álvaro preferiu concentrar sua fala sobre a reforma política.
O senador lembrou que o seu projeto eleitoral está atrelado às novas regras partidárias. O PSDB precisa se fortalecer não apenas para as eleições municipais do ano 2000, mas para 2002, pregou. Álvaro fez críticas aos políticos que perderam a credibilidade por conta de escândalos e incompetência no poder público.
Beraldin não se deixou influenciar pelo discurso moderado de Álvaro, escancarando o projeto do ex-governador, derrotado nas urnas em 94 por Lerner. Sei que ele será o governador daqui a quatro anos, discursou, citando obras de Álvaro. Em cada esquina no interior está a marca do governo Álvaro, afirmou, aplaudido pelos presentes. Além de Beraldin, Antonio Carlos Baratter também assumiu o lançamento antecipado do tucano ao governo, falando em nome da bancada estadual, presente em peso e integrada ainda por Serafina Carrilho, Renato Loss, José Maria Ferreira e José Fernandes Litro.
Álvaro anunciou ontem que o PSDB vai criar o diretório municipal do partido em Curitiba, que será comandado pelo deputado federal Max Rosenmann. Com a gana de quem foi derrotado pelo prefeito Cássio Taniguchi (PFL) nas eleições de 96, quando ainda estava filiado ao PMDB, Rosenmann disse que pretende agir com independência na reestruturação da sigla. Não estou comprometido nem a com a oposição e muito menos com o governo, assinalou. (L.D)





