Imagem ilustrativa da imagem Alvaro Dias vota em Londrina e sinaliza que não atuará em possível 2° turno
| Foto: Saulo Ohara



O candidato à presidência da República pelo Podemos, Alvaro Dias, votou pela manhã em Londrina. Ele chegou por volta das 9h, no Colégio Mãe de Deus, na região central, acompanhado por apoiadores e o ex-prefeito da cidade, Alexandre Kireeff. É a primeira vez, desde a redemocratização, que Londrina tem um presidenciável com domicílio eleitoral na cidade.

Alvaro conversou com a imprensa antes de seguir para Curitiba, onde acompanhará o voto da esposa. Segundo a assessoria de imprensa do candidato, ele aguardará a apuração em sua residência, na capital paranaense.

Dias falou em desigualdade na corrida eleitoral, no momento de nervosismo político em que o País se encontra e sinalizou que não votará em um possível 2° turno. "Não colocarei minha digital no desastre, na tragédia, no caos. É um direito que tenho de não votar", afirmou.

Ele ainda lembrou do projeto de lei de sua autoria no Senado, "que institui o voto facultativo, dando o direito ao eleitor de não votar se achar que o candidato não atende às suas expectativas e às necessidades do País". Segundo Dias, o projeto existe há anos, mas não é aprovado no Congresso Nacional.

"Não tenho a menor ideia do que acontecerá nas urnas, mas desejo que o Brasil seja vitorioso. Não sei se será possível comemorar a vitória do Brasil nessas eleições, mas devemos vestir a camisa verde e amarela e acreditar no futuro do País, extremamente rico e castigado por injustiças".

CONFIRA A COLETIVA



POLARIZAÇÃO

Questionado pela FOLHA sobre o que faltou para quebrar a polarização nessas eleições entre os candidatos à presidência, Fernando Haddad, do PT, e Jair Bolsonaro, do PSL, Alvaro Dias respondeu com críticas à lei eleitoral.

"Muitos rasgaram a lei nessa campanha, inclusive as emissoras de TV. Todos têm que ter espaço igual (na campanha) e não tiveram. Alguns foram escolhidos e outros discriminados. Os brasileiros me viram na televisão por segundos, mas no grande palanque do País, quando alguém (candidato) falava para milhões, eu me reunia com cem pessoas no interior do Mato Grosso. Essa campanha foi a síntese do que é o Brasil: o país da desigualdade", apontou.

Dias ainda falou que caso não seja vitorioso hoje, comemorará o fato de que com 42 anos de mandato possui vida limpa e que continuará contribuindo no Senado com um trabalho crítico e independente.

"Estou de alma leve para dizer que desejo muita sorte para o Brasil, que o Brasil seja feliz com a escolha. Quem tem que ganhar a eleição não é um candidato, mas a população. A vida segue", finalizou.

mockup