Álvaro Dias quer prorrogar CPI da Terra
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quarta-feira, 13 de outubro de 2004
Folhapress 
Brasília - Irritado com a divulgação de informações confidenciais da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga a violência no campo, o relator João Alfredo (PT-CE) afirmou ontem que está pronto para apresentar seu relatório final até 15 de dezembro, quando se encerra o prazo para a conclusão dos trabalhos. Já o presidente da comissão, senador Álvaro Dias (PSDB-PR), quer a prorrogação dos trabalhos por, pelo menos, seis meses.
''Se os trabalhos não forem prorrogados, a CPMI terminará sem cumprir seus objetivos'', advertiu Álvaro Dias, lembrando que os integrantes da comissão não realizaram nenhuma visita aos estados que têm problemas fundiários. Ele citou os Estados de Mato Grosso, Paraná e São Paulo, referindo-se, no último caso, especificamente ao Pontal do Paranapanema. Além disso, acrescentou o senador, agora é que a CPMI começou a analisar os documentos com a quebra dos sigilos bancário e fiscal de instituições ligadas a movimentos sociais.
Parte destes documentos ''vazou' no fim de semana para a imprensa, que divulgou dados financeiros e fiscais da Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil. De acordo com os dados, irregularidades praticadas pela instituição teriam o efeito de tornar ilegais cinco convênios assinados com o governo federal, num valor total de R$ 2,5 milhões. Irritado com o vazamento das informações, João Alfredo pretende conversar sobre o assunto com o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), antes da realização do segundo turno das eleições municipais. ''Do ponto de vista do que a comissão pretendia levantar de diagnóstico da questão fundiária no país, já temos os elementos. Se o senador Álvaro Dias quer fazer uma CPMI do MST, que colha novas assinaturas'', afirmou o relator.


