Alvaro Dias e José Janene selam acordo
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segunda-feira, 24 de junho de 2002
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O PPB e o PDT vão se coligar nas eleições de 6 de outubro. O presidente estadual do PPB, deputado federal José Janene, anunciou ontem que a executiva regional do PPB aprovou coligação com a Frente Trabalhista no Paraná, composta por PTB e PDT. Com isso, o candidato da aliança PSDB-PFL-PSL, Beto Richa (PSDB), perde o apoio do PPB, praticamente dado como certo por tucanos e pefelistas.
Alvaro Dias e a cúpula pepebista estiveram reunidos, no final da tarde, no comando de campanha do senador, no bairro Batel, em Curitiba, para discutir os detalhes da coligação. Alvaro, o cabeça de chapa, engorda significativamente seu tempo no horário eleitoral gratuito. O tempo ainda não foi calculado pela Justiça Eleitoral.
O deputado estadual Tony Garcia que queria ser o único candidato ao Senado na chapa de Beto teve que recuar e aceitar disputar junto com o senador Osmar Dias (PDT), irmão de Alvaro. O PPB conseguiu acertar a composição nas eleições majoritárias e proporcionais, e terá direito, segundo o que foi pactuado, a participar num eventual governo Alvaro.
Janene afirmou que a convenção do PPB deve acontecer no sábado, no Centro de Convenções de Curitiba, junto com as convenções do PTB e PDT. A decisão da executiva, registrada em ata, prevê ressalvas: o PPB ainda precisa aparar arestas em alguns municípios. É o caso de Toledo, Londrina, Francisco Beltrão, Cascavel e Guarapuava. Até sábado, resolvemos, disse Janene.
No escritório de Alvaro, o dia foi de intensas negociações entre os comandos do PPB, PTB e PDT. Pela manhã, eles já haviam debatido a coligação, que inclui também pequenos partidos (PGT, PSDC, PRP e PTN).
Alvaro se mostrou confiante. Segundo ele, o respaldo será homologado nas convenções de sábado. Alvaro conduzirá pessoalmente o processo de escolha do vice. Um dos cotados é Luiz Forte Netto (PDT), coordenador do programa de governo do PDT. O senador não considera discrepante o apoio do PPB, sigla identificada com o governo Jaime Lerner (PFL). Disse que não se sente constrangido em ter o apoio dos pepebistas.
Lerner avaliou, através de sua assessoria, que até o último segundo as coisas podem mudar. (Colaboraram Rosane Henn e Rodrigo Sais)


