Alvaro Dias descarta voto em Calheiros
Curitiba - A eleição para a Mesa Diretora do Senado Federal, hoje nas mãos do ex-presidente José Sarney (PMDB), não provocou manifestações contundentes da bancada paranaense. Apesar do pleito acontecer daqui a duas semanas, só Alvaro Dias (PSDB) definiu como irá se comportar. Disse que não vota em Renan Calheiros (PMDB-AL), única opção levantada pela base de apoio do governo federal até o momento.
''No dia 31 de janeiro, às 17 horas, a bancada do PSDB se reúne em Brasília para anunciar sua posição oficial. O que é definitivo é que teremos candidatura alternativa à presidência do Senado. Se não para vencer, para marcar posição política de mudança'', disse o tucano. Dias adianta que um dissidente do PMDB ou o senador Pedro Taques (PDT-DF), ex-promotor público, seriam opções que teriam a sua simpatia. A FOLHA fez contato com a assessoria do senador Roberto Requião (PMDB) durante toda a semana, mas não obteve nenhuma resposta do político.
Sérgio Souza (PMDB) está em férias, segundo a sua assessoria. O aliado político do ex-governador Orlando Pessuti, dentro da bancada paranaense, é o mais cotado para rezar a cartilha do PMDB e apoiar a eleição de Renan Calheiros. Requião é uma incógnita, mas pode tomar o mesmo rumo que Sérgio Souza, apesar dos apelos do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).
O radical do PSOL apoiou Requião em vários momentos no Senado, como as denúncias do ex-governador contra Bernardo Figueiredo, que o peemedebista não queria ver presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) do governo federal. O maior escândalo em que Calheiros foi citado quase lhe custou o mandato, em 2008, após suspeita de envolvimento com uma empreiteira que atua em Brasília. A empresa foi acusada de pagar no lugar dele a pensão devida à jornalista Mônica Veloso, com quem Calheiros teve um filho. Só que o plenário do Senado evitou a cassação do mandato. (J.L.J.)





