Brasília - O senador Álvaro Dias (PSDB) acusou ontem o governo do Paraná de fazer ''terrorismo eleitoral'' e tentar ''grampear rivais políticos e autoridades'' em meio à campanha eleitoral. Ele se referia ao suposto grampo telefônico no comitê do candidato tucano à Prefeitura de Curitiba, Beto Richa.
Segundo o senador, a Polícia Federal retirou o grampo instalado no comitê do candidato tucano, na última sexta-feira, após a Polícia Militar ter ''invadido'' o comitê, em busca do próprio grampo, sem um mandado de busca. ''Foi uma invasão arbitrária que não tinha ordem judicial'', disse.
''A PF levou dois dias para atender ao chamado. Neste meio tempo, com o pretexto de ter sofrido interferência no rádio da viatura, os PMs entraram no comitê e fizeram uma revista sem mandato e sem terem sido acionados. Somente depois de terem sido avisados que a PF estava a caminho eles deixaram o comitê'', disse Álvaro Dias.
''O governo do Paraná faz um terrorismo próprio. É um governo que determina o grampo de rivais políticos e autoridades. Não tenho esperança que a Polícia Federal vá apontar os responsáveis'', disse. O senador acusou ainda o governo estadual de pressionar para que as pesquisas eleitorais não sejam divulgadas.
O assessor do governador Roberto Requião (PMDB), Benedito Pires, criticou o senador tucano, o qual disse ser ''irresponsável e mal informado''. ''Se fosse responsável não sairia fazendo as declarações que faz em Brasília, mas em Curitiba. Se fosse responsável e bem informado saberia que o grampo no comitê de campanha do seu candidato foi descoberto pela Polícia Militar. Saberia que não houve invasão, que os chefes de segurança do comitê autorizaram a entrada da PM'', afirmou.
''Não queira o senador Álvaro Dias tirar proveito de um acontecimento eleitoral. Meter-se em querelas paroquiais. Ele deve cuidar dos interesses do Paraná no Senado'', atacou Pires. Ele informou que os advogados do governador vão processar por denúncia caluniosa todos os que atribuírem a Requião declarações que não são dele.

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