Alvaro Dias ataca aliança Lula-Requião no rádio e na TV
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de outubro de 2002
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba Apesar de também dar suporte no Paraná à candidatura do presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por determinação da cúpula nacional de seu partido, o candidato do PDT ao governo, Alvaro Dias, usou seu tempo no horário eleitoral gratuito de ontem para atacar a aliança entre Lula e seu adversário Roberto Requião (PMDB).
A equipe de Alvaro colheu, em vídeo, depoimentos de eleitores questionando, e de certa forma desqualificando, a aliança entre o candidato do PT ao Planalto e o peemedebista. Além de declarar voto a Alvaro, um dos entrevistados disse que ''o outro candidato não tem nada a ver com o PT''. Foi dito ainda que Requião estaria interessado em conseguir cargo em um possível governo Lula. Outro entrevistado pediu que fosse esclarecida a campanha que o peemedebista está fazendo junto com Lula.
Logo em seguida, aparece Alvaro, concordando que a parceria precisa ser esclarecida. Alvaro afirma que acredita ''na inteligência do paranaense''. Na sequência, o candidato do PDT mostra obras que fez em seu governo anterior (1987-1990) e cenas de comícios e carreatas desta campanha.
A interpretação que se faz nos bastidores é que o vídeo mostrado pelo PMDB em que Lula, favorito na corrida presidencial, pede votos para Requião, pode desestabilizar a candidatura do PDT. Os marqueteiros de Alvaro buscam neutralizar essa transferência de votos de Lula para Requião.
Requião não rebateu os ataques diretamente. Na propaganda do PMDB que foi ao ar, a apresentadora disse apenas que ''a baixaria está de volta''. ''Sempre que um candidato cai nas pesquisas ele baixa o nível. Não deveria ser o contrário, para ganhar o seu voto?'', questionou. O PMDB mostrou novamente os números mais recentes do Ibope, que dão vantagem de quatro pontos ao peemedebista (46% a 42%), e políticos declarando apoio a Requião.
Entre eles, aliados do governador Jaime Lerner (PFL) adversário histórico de Requião , como João Elísio Ferraz de Campos, presidente estadual do PFL.


