Álvaro dá coletiva ilegal no prédio da prefeitura
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 17 de julho de 1998
Marccio W. Varella 
O candidato ao Senado pelo PSDB do Paraná Álvaro Dias utilizou ontem um prédio público de Maringá para falar de seus projetos se for eleito e também para explicar suas relações com o governador Jaime Lerner (PFL), candidato à reeleição. A legislação eleitoral proíbe que o poder público empreste suas instalações para candidatos em campanha.
O senador Osmar Dias (PSDB), irmão e coordenador da campanha de Álvaro, também presente ao encontro com os jornalistas, confirmou que o presidente Fernando Henrique Cardoso virá a Maringá no dia 7 de agosto, como candidato, para receber homenagem de 40 cooperativas do Estado. FHC receberá cumprimentos pelo lançamento do Recop, plano do governo federal que vai facilitar a quitação de dívidas de 400 cooperativas brasileiras a juros de 6% ao ano e 30 anos para pagar.
Através de fax, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Maringá avisou às redações que o senador Osmar Dias estaria à disposição da imprensa às 14h30, no salão de reuniões do prédio da prefeitura, para confirmar a vinda de FHC a Maringá. Às 15 horas, junto com Osmar Dias, entraram no salão o candidato Álvaro Dias, o prefeito Jairo Gianoto (PSDB), o presidente da Câmara Municipal Ulisses Maia, vereadores e secretários municipais.
Álvaro desmentiu que tivesse feito acordo com Lerner para que sua candidatura não apresentasse concorrente na chapa do governo. Disse que não se candidatou ao governo porque a estrutura de apoio do PSDB é fraca, ele estava sem dinheiro e, acima de tudo isso, Lerner levaria vantagem devido à máquina do Estado.
Se me candidatasse, teria o apoio dos partidos de oposição, mas cometeria uma deslealdade com o presidente Fernando Henrique Cardoso, afirmou. Ele lembrou que em carta distribuída à imprensa, FHC disse que Álvaro teria uma importante contribuição a dar num suposto segundo mandato presidencial. Não há promessa para ministério, mas o presidente pode me delegar outro tipo de missão com a mesma responsabilidade no Senado, afirmou o ex-governador.
Álvaro evitou dar sua opinião sobre o problema gerado com a taxa de pedágio no Paraná. Vou evitar falar sobre isso porque poderia dar a impressão de que estou defendendo um ou outro candidato ao governo, justificou.


