O senador e presidente do diretório estadual do PSDB, Álvaro Dias, criticou ontem o financiamento de campanhas políticas no Brasil, que, segundo entende, precisa passar por uma reforma. ‘‘O que deve prevalecer numa campanha são as propostas e não a influência do abuso do poder econômico. Se fosse feito um levantamento dos gastos de algumas prefeituras, durante a campanha essa eleitoral, não há dúvidas de que encontraríamos muitos desvios graves. Isso significa um grande prejuízo para o País’’, criticou.
Na avaliação do senador, a grande surpresa dessa eleição tem sido o crescimento da candidatura do tucano de Curitiba, Luiz Forte Netto. Ele ainda acredita que poderá haver segundo turno na eleição de Curitiba. E mais, ele aposta no crescimento do candidato Forte Netto, nesses últimos dias, para ser o possível adversário de Cássio Taniguchi (PFL).‘‘O desempenho de Forte Netto tem sido a grande surpresa da eleição na Capital. Ele tem demonstrado que é possível fazer uma campanha limpa, sem gastos excessivos e nem sujeira nas ruas, apenas com a apresentação de propostas coerentes’’.
Além de Curitiba, Álvaro afirma que o PSDB tem chances de vitórias em outras grandes cidades do Paraná. Dentre elas, ele cita Londrina, Maringá, Guarapuava, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Apucarana, Cornélio Procópio, Paranaguá, União da Vitória, Paranavaí, entre outros municípios pólos.
Sobre a disputa em Londrina, Álvaro afirma que depois de todos os escândalos e prejuízos causados ao município pela administração Antônio Belinati, chegou a hora do londrinense escolher ‘‘um representante que tenha experiência administrativa comprovada, trânsito junto aos organismos de governo e acima de tudo seriedade. O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB) tem todas as condições de administrar essa Londrina que é uma cidade de expressão nacional’’, discursa.
Álvaro não nega que a vitória de candidatos de seu partido em cidades pólos, facilitará a sua disputa como candidato ao governo em 2002, mas ele faz uma ressalva: ‘‘antigamente era comum se falar que os prefeitos elegiam o governador. Isso não é verdade atualmente. É claro que o apoio de uma forte liderança é importante, mas não decisivo. O nível de conscientização do eleitor é muito maior e ele não aceita intermediários’’, afirma.

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