Alvaro ataca venda da Petrobras
Da Redação
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) fez um apelo ao governo federal para que interrompa a venda das ações da Petrobras enquanto o Legislativo não decidir sobre a matéria. Um projeto de sua autoria proibindo a venda das ações tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
O Brasil pode estar abrindo mão de uma parcela importante de um patrimônio extraordinário, afirmou o senador. O projeto dele já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e deve ser analisado na CAE na próxima semana.
Na opinião de Alvaro, a riqueza petrolífera brasileira é impressionante. Segundo ele, há 50 empresas petrolíferas em atuação no País e devem investir US$ 40 bilhões no setor.
Segundo ele, o governo não deve vender suas ações da Petrobras porque há perspectiva de que o Brasil seja auto-suficiente em petróleo no prazo de quatro. De acordo com o parlamentar, se o governo abrir mão dessa riqueza, será um erro histórico. O discurso de Alvaro teve aparte do senador Ramez Tabet (PMDB-MS), que considerou o projeto como um dos mais importantes em tramitação no Congresso.
Além dos fatores econômicos da questão, o tucano destacou os aspectos sociais implicados numa eventual fragilização da Petrobras. Lembrou que uma empresa estatal tem função social relevante. O governo ao entregar ao setor privado a maior parte do capital da estatal, estará abrindo mão do privilégio de definir a política de preços do setor quando o País se tornar auto-suficiente, afirmou Alvaro.
Ele observou que, livre da pressão externa o Brasil poderá definir uma política de preços compatível com a realidade econômica e social do País, de forma a alavancar, inclusive, o seu desenvolvimento econômico.
Na visão do senador, sem a venda das ações o País poderá controlar o preço dos combustíveis, dos insumos da agricultura e da indústria, derivados do petróleo, e praticar preços brasileiros, sem interferência externa e sem a pressão de crises internacionais. Segundo ele, isso faria com que houvesse o cumprimento da função social que deve ser de qualquer empresa estatal.
A venda das ações da Petrobras significa comprometer o futuro do País, pois, passará para o setor privado a maior parte do lucro que obterá com as exportações de petróleo, sobretudo quando se tornar auto-suficiente, discursou.
Na avaliação dele, o governo quer entregar ao setor privado, a maior parte dos lucros da Petrobras e abrir mão do privilégio de estabelecer a política de preços compatível com o desenvolvimento econômico e social do País.





