Álvaro admite que, sem aliança, não sairá candidato ao governo
Mari Tortato
Dias espera
resposta do PPB
para definir
candidatura
O ex-governador Álvaro Dias (foto) admitiu ontem - numa entrevista por telefone à Folha - que se o seu partido, o PSDB, não viabilizar uma aliança com o PPB nos próximos dias, ele desistirá da disputa do governo do Estado para optar por uma em faixa própria à única vaga para o Senado. Sozinho o PSDB não sai para o governo. Terá apenas candidato ao Senado, afirmou ele. Conforme o ex-governador, ao se definir pelo Senado, sua candidatura não vai se atrelar nem à oposição nem à situação. Na conversa de ontem com o Requião, isso ficou muito claro, observou Álvaro Dias.
O ex-governador disse ainda que continuava alimentando alguma esperança de fechar também com o PTB, ao mesmo tempo que admitia considerar essa hipótese como remota. Todas as informações dão conta que eles (os petebistas) vão voltar a compor com o governo, observou.
Álvaro Dias continuava em Brasília ontem, só aguardando os desdobramentos das costuras políticas e das convenções nacionais de hoje. Ele participa da convenção nacional do PSDB de hoje e acompanha à distância as do PPB e do PFL. A minha decisão depende muito mais da decisão dos outros, avaliou. Álvaro Dias joga as últimas cartadas na esperança de que o PPB do Paraná consiga se livrar da ameaça de intervenção e vir a compor com ele, ao invés do PFL do governador Jaime Lerner, como quer o líder nacional Paulo Maluf.
Eles (a cúpula do PPB) tentaram a intervenção no Paraná, mas não conseguiram porque a bancada estadual não sustentou, mas o receio de que isso venha a acontecer continua existindo e daí essa indecisão em declarar apoio a mim, considerou Álvaro Dias.
Conforme Álvaro Dias, sua situação no PSDB lhe permite manter o suspense por mais alguns dias. Como o partido não tem outra alternativa para o governo, não há motivo que me exija uma solução antes da convenção do dia 30, afirmou o ex-governador, admitindo, porém, que pode anunciar na semana que vem sua decisão.
O ex-governador disse continuar convencido de que as pesquisas do momento lhe são favoráveis para o governo e que mesmo as simulações de segundo turno o apontam como vencedor. O Palácio Iguaçu tem quatro ou cinco pesquisas que expõem essa realidade, disse.





