Curitiba - Para o presidente do centro acadêmico do curso de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Ilton Norberto Robl Filho, a restrição nos horários liberados para que os juízes exerçam o magistério pode trazer prejuízo a formação dos estudantes de ensino superior. ''Os alunos do período da manhã perderão a oportunidade de ter um contato com a profissão de magistrado antes de concluírem a graduação'', acredita Ilton.
De acordo com o presidente do centro acadêmico, o contato com professores de diversos ramos do Direito é importante na formação dos alunos. ''Na UFPR temos professores das carreiras de procurador, delegado, advogados e magistrados. Esses docentes acabam passando uma visão do direito que reflete o que eles vêem no cotidiano de suas carreiras profissionais, e isso acaba sendo um 'algo a mais' para a qualidade das aulas'', comentou.
Ilton não vê empecilhos para que o magistrado concilie as atividades nos tribunais e na sala de aula. ''Inclusive os professores que são juízes costumam ser mais assíduos do que o de outras carreiras. Os advogados, por exemplo, que acabam tendo uma agenda mais flexível, acabam por vezes tendo compromissos no mesmo horário das aulas. Já os juízes faltam menos, talvez pelo próprio horário fixo de audiências às tardes'', destacou. (R.S.)

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