Eles ainda vão demorar pelo menos mais seis anos para participar da escolha de um governante, mas já começaram a se preparar para isso. Os alunos do pré à quarta série da Escola Vagalume (Área Central) realizaram ontem a sua própria eleição para prefeito de Londrina, e a apuração mostrou uma grande vantagem do candidato Nedson Micheleti (PT) sobre Antonio Belinati (PSL). No primeiro turno, os vencedores na escola foram Nedson e Luís Carlos Hauly (PSDB). Para tornar a experiência mais próxima da realidade, porém, foi obedecido o resultado oficial do pleito.
Segundo a diretora da escola, Sílvia Cruciol, a eleição procurou ser o mais fiel possível às regras da Justiça Eleitoral. Nas aulas de informática, os alunos da 4 série confeccionaram os títulos eleitorais de todas as turmas e as cédulas. Antes de votar eles foram para as ruas e fizeram uma pesquisa sobre intenção de voto. ''Os alunos perceberam, por exemplo, que os jovens e idosos têm mais disponibilidade e mais paciência para responder às perguntas.''
A diretora explicou ainda que o principal objetivo da atividade foi exercitar a cidadania. ''Eles se empolgam tanto que, sem perceber, de uma maneira divertida, aprendem a participar da vida política da cidade. Acreditamos que tudo o que pudermos oferecer como aprendizagem, mesmo que a criança não assimile totalmente naquele momento, será útil um dia'', argumenta Sílvia.
Antes do primeiro turno, os alunos foram visitados por dois candidatos e elaboraram um questionário para sabatiná-los. Entre as perguntas estavam questões como a qualidade do ensino público, propostas para melhoria do serviço de saúde e soluções para o tráfico de drogas, numa demonstração de que os pequenos estão pra lá de antenados aos males que afligem a sociedade.
Para João Vitor Souza Batista, de 10 anos, a grande lição foi que não se deve ''ir pela cabeça dos outros''. Segundo ele, cada um tem que pesquisar e escolher aquele que achar mais preparado. ''Para votar, eu passei a assistir o horário gratuito na TV'', contou. Já a mesária Thais Gomes Nascimento, também de 10 anos, conta que a experiência serviu para despertá-la para a importância de uma eleição. ''Antes eu não ligava muito para política. Agora é um assunto que me interessa.''

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