Alunos especiais homenageiam 60 anos de Lula
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quinta-feira, 27 de outubro de 2005
Agência Estado 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou ontem com banda de música seu aniversário de 60 anos. Em festa no Palácio do Planalto, a banda marcial Toque Especial, de alunos especiais de uma cidade-satélite da capital, se apresentou no mezanino cantando e tocando três músicas para ele, entre elas o 'Parabéns a Você'. Para completar, na sala de reuniões do Palácio, Lula apagou as velas e cortou o bolo de aniversário. À noite, o presidente recebeu um grupo restrito de convidados na Granja do Torto. Hoje, Dia do Funcionário Público, ele passa o dia descansando.
O presidente cumprimentou um a um os integrantes da banda e ainda brincou de tocar o teclado. De um dos músicos, ouviu pedidos de ajuda financeira ao grupo, que é da Ceilândia, cidade-satélite do Distrito Federal. Após a homenagem aberta à imprensa e a alguns funcionários do Planalto, o presidente recebeu ministros e auxiliares mais próximos num coquetel fechado em seu gabinete, com direito a bolo, salgadinhos e refrigerante.
Lula não falou sobre a crise, mesmo tendo sido questionado a respeito, e só disse que ficou feliz com a ''surpresa''. ''Eu acho que (...) assistir a um conjunto de seres humanos com deficiência mental fazendo o esforço que eles estão fazendo para cantar, acho que já é um grande presente'', respondeu o presidente. ''Já valeu a pena o aniversário de 60 anos. Eu estou agora imaginando como comemorar os 90 anos.''
Entre os convidados da festa no terceiro andar do Planalto, estavam os ministros mais influentes do governo, como Dilma Rousseff (Casa Civil) e Antonio Palocci Filho (Fazenda), e três dos mais ''preferidos'' do presidente - Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento), Roberto Rodrigues (Agricultura) e Celso Amorim (Relações Exteriores). Discreto, num canto, ficou o chefe-de-gabinete Gilberto Carvalho.
No meio da cerimônia, um garoto que aparentava dez anos, vestido com o uniforme da banda - e também com deficiência mental - brincava no salão, alheio à presença do alto escalão do governo. Ele foi agarrado e beijado pela primeira-dama.


