O contrato de compra e venda das ações da Sercomtel para a Copel, em maio de 1998, revela que o capital da empresa é formado por 20,040 milhões de ações ordinárias (com direito a voto) e outras 10,359 milhões de ações preferenciais (sem direito a voto). A empresa Sercomtel Celular tem composição acionária idêntica.
Na época, o município vendeu de cada uma das empresas (celular e fixa) 45% de ações ordinárias (9,018 milhões de ações) e outros 45% das ações preferenciais (4,661 milhões). O preço pago pela Copel, por todo o pacote, foi de R$ 186 milhões – o que daria, segundo foi divulgado pelo município, cerca de R$ 14,00 por ação.
Poucos dias após fechar o negócio com a Copel, o município caucionou, junto à Corretora Banestado, outros 2,4 milhões de ações preferenciais da telefonia fixa pelo preço de R$ 12 milhões (preço unitário de R$ 5,00 por ação). A administração poderia resgatar essas ações em dezembro, pelo preço de R$ 13,6 milhões. Neste período, segundo avaliação do vereador Tercílio Turini, que compõe uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara, o município ainda tinha em caixa cerca de R$ 55 milhões da transação com a Copel.
Como não houve o pagamento, as 2,4 milhões de ações foram transferidas para a corretora. Isso significa que o município teria hoje apenas 3,297 milhões de ações preferenciais da telefonia fixa, contra 4,661 milhões de ações da Copel e 2,4 milhões da Corretora Banestado. Já as ações ordinárias não teriam sofrido alteração após o negócio com a Copel, assim como a composição acionária da Sercomtel Celular.
Essa situação poderá mudar com a abertura do capital da empresa, quando poderão ser colocadas novas ações preferenciais no mercado. (L.H.)

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