Minutos antes de revogar duas leis que alteram o zoneamento da cidade, os vereadores de Londrina aprovaram ontem em segundo turno mais um projeto que promete trazer novas discussões junto a entidades da sociedade civil.
Com votos contrários dos vereadores Marcelo Belinati (PSL) e Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), o projeto 403/2004, do Executivo, desafeta de uso comum terras do Parque Industrial Alicante e do Parque Industrial Almênio Corrêa Lemos, da Gleba Jacutinga, e autoriza a transferência a empresa particular para construção de área residencial.
Presente à Casa, o presidente em exercício do Conselho Municipal de Planejamento Urbano (CMPU), Márcio Vilella de Almeida o novo presidente, Nilton Capucho, ainda não foi oficialmente nomeado , disse que o projeto aprovado ontem em pouco mais de dois minutos teve parecer somente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), que foi favorável. ''Não emitimos parecer porque não chegou a ser apreciado por nós'', afirmou.
Irritada com a rapidez da discussão, a vereadora Sandra Graça (PDT) disse que os 10 minutos de atraso dela à sessão atrapalharam a argumentação que apresentaria aos colegas. ''É um absurdo essa rapidez na aprovação. O projeto altera um lote industrial para zona residencial e tem cerca de 19 mil metros quadrados de lotes remanescentes de zona rural. Haverá lançamento de IPTU a esses lotes?'', questionou. Também na Câmara, o presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), Nelson Brandão, avisou que a entidade vai analisar mais esse projeto, a exemplo do que fez com as leis 9.663 e 9.699, aprovadas em dezembro passado.
As duas leis teriam a revogação discutida ontem, o que foi adiado para a próxima sessão em razão da ausência do secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas. Ele foi convidado a dar detalhes técnicos das duas leis, mas alegou estar atarefado em função do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia, que acontece na cidade.

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