Alteração de siglas é tradição na política
Mudanças de nomes de partidos políticos, como a definida pelo PFL, já se tornaram tradição na história política brasileira. Segundo o cientista político Adriano Codato, da UFPR, isso se deve principalmente a momentos atribulados por que o país passou, especialmente no século 20.
''Tivemos duas ditaruras, uma civil (de Getúlio Vargas) e outra militar, que bagunçaram as siglas no Brasil'', afirma, referindo-se ao fato de a cada sistema autoritário, partidos serem extintos por quem estava no poder. De acordo com o professor, o ideal seria que o País tivesse um sistema bipartidário. ''Seria bom se tivéssemos dois partidos desde a fundação da República, como acontece por exemplo no Uruguai'', explica.
Apesar do pluripartidarismo e das constantes fusões e trocas de nomes das legendas, Codato diz que o eleitoral brasileiro consegue identificar a quais correntes políticas elas pertencem. ''Temos no Brasil partidos de extrema-esquerda, de extrema-direita, de esquerda e de direita. E as pessoas, mal ou bem, conseguem identificar isso'', garante.
As opiniões são parecidas com as de Emerson Cervi, da UEPG. ''O Brasil tem pouca tradição nas regras do jogo político. Por isso constantemente os partidos tentam conseguir uma nova roupagem, mas em geral a essência continua a mesma'', justifica. (R.L.)





