Alta rotatividade prejudica combate aos focos da dengue
Na Secretaria Municipal de Saúde, um dos maiores contratos de terceirização envolve o trabalho de combate à dengue. O plano de ação para controle da doença e a execução do serviço de campo, por meio de 230 agentes, é realizado pelo Centro Integrado de Apoio Profissional (CIAP). Apesar de considerar o trabalho positivo, a diretora de Endemias da secretaria, Sônia Fernandes, aponta que a alta rotatividade dos agentes dificulta o controle da doença. Segundo ela, o salário pago ao pessoal - próximo ao salário mínimo -, combinado com o serviço pesado das visitas de casa a casa, leva a muitas desistências.
Se houvesse menos rotatividade, a tendência é de que a qualidade do serviço fosse melhor. Segundo ela, o tempo de serviço ajuda o agente a melhorar o desempenho. Um indicativo disso é a fiscalização do trabalho de campo, realizado pela secretaria, que tem encontrado focos do Aedes aegypti não apontados pelos agentes. Isso acontece com uma frequência que a gente não gostaria.
Apesar dos problemas, Sônia não se mostra contrária à terceirização do serviço. De acordo com ela, o aperfeiçoamento do treinamento e a fiscalização do trabalho são os caminhos para melhorar o combate à doença.
O presidente do Ciap, Dinocarme Aparecido Lima, justificou que a rotatividade acontece por conta dos próprios agentes. É um serviço de periculosidade e eles têm que andar de casa em casa. Demanda muita vontade para cumprir o objetivo. Eles é que não param. Dinocarme afirmou que os desligamentos não são tão frequentes assim. Ele acrescentou que todos os agentes contratados passam por treinamento profissional e que o balanço do trabalho é satisfatório. (F.C.)





