O secretário-geral da Presidência da República, Aloysio Nunes Ferreira, deve ser o novo ministro da Justiça, em substituição a José Gregori, que será nomeado embaixador em Portugal. A indicação de Gregori, feita pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, representa uma ‘‘saída honrosa’’ a amigo de mais de 30 anos. Vítima de constantes desgastes, ele trombou no início da semana, novamente, com a área militar.
Gregori quis barrar a idéia de o presidente baixar uma medida provisória dando poderes de polícia para as Forças Armadas nas situações em que elas tiverem de atuar na segurança pública, por causa de greves de policiais militares.
Anteontem, durante reunião de FHC com 11 governadores, Gregori foi desautorizado publicamente pelo presidente nesse caso. Além de afirmar que não hesitaria em editar a MP, caso haja necessidade, FHC disse que não aceitava que ninguém lhe desse lições de direitos humanos ou de como evitar que as Forças Armadas retomem o poder de arbítrio – justamente os argumentos de Gregori.
A saída do ministro da Justiça havia sido decidida na tarde de terça-feira, quando ficou patente sua divergência do restante do governo. O nome do secretário-geral da Presidência, Aloysio Nunes Ferreira, chegou a ser cogitado para o cargo. Depois, no início da noite do mesmo dia, a idéia perdeu força, mas foi retomada depois da reunião dos governadores.

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