Aloysio nega 'rebelião da verba'
Agência Estado
De Brasília
O ministro-chefe da Secretaria Geral, Aloysio Nunes Ferreira, negou ontem que o governo esteja enfrentando problemas com a base aliada por insatisfação na demora da liberação das emendas individuais dos parlamentares. Não há rebelião, garantiu. O que houve foi prudência dos líderes de não correr risco inútil, argumentou. Anteontem, os líderes adiaram a votação da emenda constitucional que prorroga do FEF.
Para o ministro, houve afrouxamento do quórum de parlamentares há 15 dias e é reflexo do acúmulo de votações de fim de ano. Acavala tudo, é assim desde Tomé de Souza, disse. Além da votação de matérias polêmicas, Aloysio acrescentou o fato de deputados da CPI do Narcotráfico estarem fora de Brasília para investigações e outros parlamentares em missão oficial. É preciso um pouco mais de tônus para terminar o ano, por isso vamos fazer uma mobilização para a semana que vem.
Ontem, Aloysio recebeu em seu gabinete líderes partidários, como o do PMDB, Geddel Vieira Lima (BA). Para Geddel, tudo contribui para a dificuldade de quórum neste final de ano. Além do cansaço, da dificuldade em se conseguir passagens áreas nesta época, há insatisfação dos parlamentares com a demora na liberação das emendas individuais. O governo liberou R$ 500 milhões para o atendimento dessas emendas, mas elas ainda não foram pagas.
Estamos tentando mobilizar, eu estou telefonando, mandei telegramas, mas não posso assegurar algo com sucesso para a semana que vem, disse Geddel. Se estivesse todo mundo maravilhado, até se faria um esforço para vir, mas o sujeito junta esse descontentamento com as emendas com o dificuldade de retorno ao seu Estado para o Natal,





