Alonso volta atrás em acusação
O vereador Célio Guergoletto (PMDB) apresentou ontem um documento em que o ex-diretor administrativo-financeiro da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Eduardo Alonso, retifica depoimento prestado ao Ministério Público (MP) em que acusou o vereador de ter embolsado R$ 50 mil da Prefeitura de Londrina. Segundo Alonso, Guergoletto teria recebido o dinheiro em 98 para desistir de concorrer à Assembléia Legislativa (AL), facilitando a eleição de Antonio Carlos Belinati (PSB).
O ex-diretor afirmou ao (MP) que a impugnação da candidatura ‘‘foi uma simulação tendo em vista que este havia feito um acerto com o prefeito Antonio Belinati (PFL) e que para tanto teria recebido a importância de R$ 250 mil’’. O depósito de R$ 50 mil foi efetuado na conta do vereador como do acordo’’. Mas segundo o vereador, sua candidatura foi impugnada por ele ser professor estadual e ter perdido o prazo para se desligar da função pública.
Guergoletto explicou que a prefeitura depositou R$ 50 mil numa conta conjunta que ele mantém com o presidente do Londrina Esporte Clube (LEC), José de Castro Costa, o ‘‘Zé Café’. Como o prefeito havia prometido ajudar mensalmente o LEC com R$ 50 mil durante o Campeonato Brasileiro da segunda divisão de 98, os demais repasses foram realizados por intermédio do Grêmio Recreativo e Literário de Londrina. A conta conjunta foi usada para fugir dos credores do LEC.
Alonso também negou ter sido ameaçado de morte por pessoas ligadas à Guergoletto. ‘‘Estava indo à Polícia Federal pedir providências quando ele (Alonso) me ligou dizendo que estava arrependido e transtornado’’, afirmou o vereador. ‘‘Quem cala consente e não é o meu caso. Sob o ponto de vista da minha consciência estou tranquilo’’, emendou. O vereador não pretende processar o ex-diretor.
Alonso confirmou a retificação apresentada por Guergoletto e justificou sua atitude ‘‘após uma conversa sincera, quando o vereador reconheceu que mandaram fazer o depósito’’. Alonso diz ainda que não pretende mudar outros depoimentos prestados ao MP. ‘‘Esse caso é específico’’, garantiu.

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